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Impróprias: Grupo de pesquisa de MS estuda como normas e diferenças de gênero e sexualidade são produzidas - Consecti

Impróprias: Grupo de pesquisa de MS estuda como normas e diferenças de gênero e sexualidade são produzidas - Consecti

Giro nos estados
27 maio 2022

Impróprias: Grupo de pesquisa de MS estuda como normas e diferenças de gênero e sexualidade são produzidas

Com o objetivo de pensar os limites identitários, entender como normas e diferenças são produzidas e como se mantêm as hierarquias, o Grupo Impróprias, desde 2015, vem realizando uma série de pesquisas e demais atividades no Mato Grosso do Sul.

Pensado e idealizado pelo Doutor em Ciências Sociais, Prof° Tiago Duque, o grupo de pesquisa surgiu após experiências do docente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), ainda no Campus de Corumbá, com a criação de um Encontro de Leituras sobre Gênero e Sexualidade em 2014.

“Este encontro de leituras entre docentes, alunos, pesquisadores e comunidade acontecia sempre aos sábados. Com o andamento dos trabalhos, pessoas de fora que eram contra as pautas discutidas nestes encontros começaram a denominar nosso trabalho como ‘inapropriado’, cunhando até a expressão: ‘Não toque em mim na segunda-feira’. Frase esta que acabou virando o título de um artigo em que fiz a reflexão desses encontros”, conta o pesquisador.

Com a experiência deste trabalho considerado “impróprio”, Tiago se muda para Campo Grande onde passa a lecionar no Campus da UFMS na Capital. Assim, em 2015, surge o Impróprias – Grupo de Pesquisa em Gênero, Sexualidade e Diferenças – apoiado e financiado pela UFMS e CNPq.

“O Impróprias busca a pesquisa de gênero, sexualidade e diferenças numa perspectiva pós-estruturalista, sem desvincular-se do ensino e da extensão”, afirma o professor.

O grupo é formado por pesquisadores de diversos estados do país, alunos, professores e também pela comunidade em geral que se interessa pelas temáticas abordadas e que queiram contribuir e compartilhar conhecimentos.

Tiago, que é o coordenador do Grupo, possui bolsa produtividade nível 2 do CNPq, e atualmente desenvolve a pesquisa “Pedagogia cultural e artefatos midiáticos: governabilidade e qualidade de vida na produção das diferenças de gênero e sexualidade em um Brasil pós-pandemia da Covid-19”.

Ao longo de 7 anos de estudos, os impactos do Imprópria vão além dos muros da academia, atingindo toda a sociedade.

“Na extensão, realizamos o curso ‘Democracia, Gênero e Sexualidade’ que gerou vários projetos de atuações em diferentes lugares da cidade. Em parceria com Núcleo de Estudos Néstor Perlongher – Cidade, Geração e Sexualidade organizamos o ‘Ciclo de Debates (De)Marcando Diferenças’ que desde 2017 é aberto à comunidade externa. Além disso, em parceria com a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, promovemos o projeto ‘Cine Direitos Humanos: Promoção e Defesa das Diferenças’, realizado na Escola Superior da Defensoria Pública”, afirma.

Além disso, pesquisadores de diferentes níveis desenvolvem estudos no Impróprias, com momentos de discussão coletiva, comumente abertos à comunidade interna e externa à UFMS.

Destaca-se o trabalho do adolescente Fabrício Pupo Antunes, bolsista de Iniciação Científica Junior.  O jovem pesquisador, membro do Impróprias, premiado em várias feiras científicas, fez a abertura na 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da conferência “A Garota Dinamarquesa: Literatura, Cinema e Identidade”, que teve como conferencista David Ebershoff (pesquisador da Columbia University e autor da história que migrou para as telas dos cinemas).

Para quem se interessa pelo tema gênero e sexualidade e quer saber mais sobre o Grupo de Pesquisa, basta acessar o site www.improprias.ufms.br ou seguir o Impróprias em suas redes sociais.

Fonte: Fundect MS