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Energia limpa e renovável chega à comunidade ribeirinha no Acre - Consecti

Giro nos estados
17 novembro 2021

Energia limpa e renovável chega à comunidade ribeirinha no Acre

Caro, precário, poluente e insuficiente. Assim era o fornecimento de energia elétrica da Vila Restauração, uma pequena comunidade ribeirinha, situada na Reserva Extrativista do Alto Juruá no Acre e próxima à fronteira com o Peru. Mas, com a chegada da Energisa no vilarejo há cerca de nove meses, isso ficou para trás. Principal distribuidora da Amazônia Legal, a companhia está comprometida em levar energia limpa e de qualidade para todos.

Em parceria com a Alsol – unidade da Energisa responsável por desenvolver soluções por fontes renováveis –, a empresa implementou um microssistema de geração solar inovador, garantindo energia 24 horas por dia para as cerca de 200 famílias dessa pequena localidade.

O novo sistema alia inovação e sustentabilidade, permitindo a produção e o armazenamento de energia solar por meio de baterias de íon de lítio, tecnologia de ponta com baixo impacto ambiental e maior durabilidade. Assim, o excedente acumulado ao longo dos dias ensolarados é “estocado” para garantir o abastecimento durante a noite e em períodos chuvosos ou nublados.

“Estamos levando desenvolvimento sustentável para quem vive dentro da Floresta Amazônica. Fornecer energia elétrica é permitir o acesso a algo tão essencial no dia a dia para que as pessoas realizem sonhos e melhorem sua qualidade de vida”, afirma Ricardo Botelho, presidente do Grupo Energisa.

O investimento soma cerca de 20 milhões de reais e faz parte dos programas de Pesquisa e Desenvolvimento e de Eficiência Energética da Energisa, ambos regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Extremamente aguardada pelos moradores, a inauguração da obra ocorreu no dia 26 de outubro e contou com a presença do diretor presidente da Energisa no Acre, José Adriano Mendes Silva, do governador do estado, Gladison Cameli, do presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado Nicolau Jr., e do prefeito de Marechal Thaumaturgo, Isaac Piyãko, além dos moradores e demais autoridades regionais.

Agora, a comunidade passa a ter acesso ininterrupto à eletricidade. A empresa também é responsável pelo monitoramento de todo o complexo, que acontece de maneira remota. Dessa forma, é possível atuar preventivamente e rapidamente caso haja alguma necessidade.

Infraestrutura às comunidades

Até então, os moradores da Vila Restauração dispunham de energia por apenas 3 horas diárias, proveniente de um único gerador a diesel custeado pelos próprios residentes e pela prefeitura de Marechal Thaumaturgo – cidade mais próxima da comunidade, localizada a 557 quilômetros da capital Rio Branco.

Para melhorar a infraestrutura da comunidade, a Energisa doou 105 refrigeradores, 50 freezers e 1.000 lâmpadas para a população local. A chegada da energia também facilita o estoque de alimentos e medicamentos, assim como ações de empreendedorismo. “Meu sonho é montar meu restaurante, porque eu acho que nasci para fazer comida. Eu amo. Com energia, tudo vai ser mais fácil”, diz Maria Valcélia, habitante da Vila Restauração.

Outra novidade é a parceria com a operadora de telefonia TIM, que foi responsável por instalar a primeira antena 4G na região, garantindo aos ribeirinhos o uso da internet. Além disso, parte dos moradores já está com acesso à Voltz, fintech da Energisa, facilitando o acesso a serviços bancários. A iniciativa vai permitir mais agilidade no dia a dia dos habitantes e incentivar ainda a abertura de pequenos negócios para o desenvolvimento sustentável da comunidade.

“O comércio ganhou fôlego com a chegada da energia elétrica. Além de poder armazenar produtos, passamos a contar com outros recursos. Temos a internet para usar Pix como forma de pagamento, o que estimula os negócios. A internet também vai dar suporte para as escolas, contribuindo na melhoria da aprendizagem dos alunos. Agora, com tantas mudanças, eu espero conseguir um emprego nas obras de saneamento que estão previstas”, conta Antônio Bandeira, de 27 anos, morador da Vila Restauração.

 (Arte/exame.solutions)

Um projeto complexo

Realizada em um dos locais mais remotos do Brasil, a obra da usina fotovoltaica demandou nove meses de instalação. A maior parte do sistema de geração e armazenamento, como placas solares, baterias e conversores, seguiu de caminhão de Uberlândia (MG), sede da Alsol, até a cidade de Cruzeiro do Sul (AC), onde houve um transbordo para balsas concluírem o transporte. O deslocamento de cada lote levou, em média, 13 dias – seis na estrada e mais sete em vias fluviais. Ao todo, foram necessários quatro meses para o carregamento dos materiais.

Vale ressaltar que a Energisa também realizou um estudo socioambiental para identificar as vulnerabilidades da comunidade antes de iniciar a execução do projeto. O planejamento considerou aspectos importantes de sustentabilidade e logística durante as obras – detalhes que consolidam o projeto como inovador e de baixo impacto ambiental. Agora, a ideia é replicar esse modelo de sucesso em outras áreas de difícil acesso.

“O avanço da rede elétrica traz benefícios locais e a todo o país. Estamos trabalhando intensamente e temos feito investimentos robustos para oferecer energia de qualidade às pessoas e promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Toda a nossa estratégia é baseada na energia 4D: descarbonizada, descentralizada, diversificada e digitalizada”, finaliza José Adriano Mendes Silva, diretor-presidente da Energisa no Acre.

Fonte: Exame