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Espírito Santo elabora ações para o Plano Estratégico de Educação, Formação Profissional, Ciência, Tecnologia e Inovação

Um plano estratégico será apresentado à sociedade ainda neste primeiro semestre. As ações terão como base os debates realizados durante o seminário “Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação no Espírito Santo: Situação Atual e Perspectivas”, realizado na última quinta-feira (14) e sexta-feira (15), em Vitória. O evento foi o marco inicial para a elaboração do Plano Estratégico de Educação Básica, Formação Profissional, Ciência, Tecnologia e Inovação no Espírito Santo, que visa à geração de oportunidade de trabalho e negócio alinhados às demandas do mercado com foco na capacitação e qualificação de mão de obra

Plano será elaborado dentro do contexto de amplo investimento econômico no qual se apresenta o Espírito Santo. De acordo com estudo realizado em maio de 2012 pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), o Estado abarca investimentos com valor superior a R$ 100 bilhões, públicos ou privados, até 2016, com oportunidades de atração de capital e geração de emprego e renda
Para discutir as ações, as secretarias da Educação ( Sedu) e da Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Trabalho ( Sectti), convocaram importantes parceiros para a realização do seminário estratégico, que terminou na noite desta sexta-feira (15). O evento foi coordenado pela DVF Consultoria, com apoio do Fórum de Entidades e Federações do Espírito Santo (FEF) e o Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe ES).Na abertura do seminário, realizada na noite de quinta-feira (14), no Teatro do Sesi, em Jardim da Penha,  o governador Renato Casagrande solicitou um ritmo acelerado para a elaboração do Plano Estratégico. “Temos excelentes projetos para o desenvolvimento dessas áreas, como o programa Nossa Bolsa, a Bolsa Sedu, reformas e construção de escolas, que já estão em andamento. Mas precisamos acelerar nossas ações. Estou disposto a colocar mais recursos na área de educação e ciência e tecnologia para melhorar nosso Estado e assegurar o nível de desenvolvimento”, disse ele.
O secretário Jadir Péla considera que o mais importante na execução deste seminário foi a alta representatividade dos participantes. “Federações, entidades de classe, profissionais, pesquisadores e representantes de vários órgãos de Governo ficaram envolvidos em todos os debates, contribuindo com ideias novas para o desenvolvimento embasado no conhecimento. Estamos pensando em política pública de resultados práticos para todos”, afirmou Jadir Péla.Um dos focos do evento foi relacionar as oportunidades de investimentos e desenvolvimento com a geração de emprego, renda e inserção social através da educação e formação de pessoas.

A consultora Denise Barros, do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), mostrou os investimentos do Estado. Entre 2011-2016 o Espírito Santo tem investimentos previstos de R$ 100 bilhões, entre públicos e privados. Rusdelon Rodrigues de Paula, do Sindicato dos Ferroviários, apresentou investimentos na área industrial e o que está sendo feito para gerar emprego e negócios para os capixabas. Neuzedino Alves de Assis, do Senar, falou em nome da Federação de Agricultura do ES  sobre a realidade atual do setor agrícola e agropecuário. Sandro Marcolano Perovano, representando a Federação dos Transportes (Fetransportes) falou sobre o perfil de mão de obra e lacunas da formação no setor.

Pela Federação das Micro e Pequenas Empresas, Hugo Santos Tofolli , argumentou sobre a importância de microempresas e da lei geral e desenvolvimento desse segmento. Da secretaria de Desenvolvimento (Sedes), Sonia Coelho  expôs sobre a competitividade do Estado em relação às oportunidades de negócios e oportunidades de trabalho, e  Marcos Magalhães –  da Federação do Comério (Fecomércio) ressaltou a importância da educação até mesmo para o primeiro emprego no comércio.

Contribuíram muito no debate com ideias e intervenções pontuais, o secretário da Educação, Klinger Barbosa, e representantes da Ufes, Ifes, Fapes, Sinepe, Sistema “S” ( Sesi, Senai, Senat e Senar).  Após as exposições de gestores e especialistas, o grupo foi dividido em seis módulos de debates, nos quais constaram e mapearam as principais ameaças e oportunidades do sistema educacional do Estado em seu novo plano de inserção na economia do conhecimento.
De acordo com Durval Vieira de Freitas, coordenador da metodologia estratégica, todas as interações foram representativas e importantes para a elaboração do projeto que será entregue pela Sectti e Sedu ao governador, com a proposta de nortear a elaboração de políticas públicas para o setor com mais aporte de tecnologias, conceitos e dinâmicas pedagógicas.

Fonte: SECT-ES


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