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Vale e Capes fecham acordo para apoio a pesquisa sócio-ambiental

A Vale e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciaram hoje uma premiação para estimular a pesquisa sócio-ambiental no Brasil. Teses de doutorado aprovadas receberão R$ 15 mil para uma bolsa de pós-doutorado, enquanto teses de mestrado terão direito a R$ 10 mil.

Serão englobados na premiação teses que abordarem processos inovadores para tratamento de gases de efeito estufa; melhor uso de água e energia; aproveitamento de resíduos e rejeitos; e tecnologia sócio-ambiental com ênfase no combate à pobreza.

Presente ao evento paralelo à Rio+20 no qual a parceria foi anunciada, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, confirmou para amanhã o lançamento do programa Brasil Sustentável, voltado para financiar empresas e instituições voltadas para desenvolver tecnologias para ações de sustentabilidade. O programa terá R$ 2 bilhões em três anos, que serão desembolsados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Já o presidente do Instituto de Tecnologia da Vale (ITV), Luís Mello, afirmou que a instituição dará US$ 15 milhões para pesquisas, a partir deste ano, para temas prioritários para empresa. Receberão recursos os segmentos de barragem zero, para acabar com os diques de rejeito das minas; a automação das minas; a energia distributiva, para melhoria do uso de energia; e o minério sulfetado, para exploração de minas com baixo teor de cobre.

Mello deu o exemplo de Carajás, que desenvolve um projeto de redução do consumo de água com base no uso da umidade do ambiente nas operações.

“Prêmio” do Greenpeace

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou que o “prêmio” Public Eye People´s, dado pelo Greenpeace suíço para a mineradora como uma crítica às práticas ambientais da empresa, foi determinado pela participação da companhia na hidrelétrica de Belo Monte.

“Existe grande controvérsia especialmente a respeito da nossa participação no projeto de Belo Monte, mas repito o que tenho dito algumas vezes: entramos depois de o projeto estar instalado e acreditamos que a Vale, com o conhecimento que tem e a boa vontade de seus técnicos, tanto nos nossos comitês como no conselho de administração, vai colaborar intensamente para a melhoria de todos os padrões a serem considerados naquele investimento”, frisou Ferreira, presente no evento.

O presidente da mineradora ressaltou que gostaria de ver as discussões na Rio+20 mais voltadas para o lado social e a redução da pobreza, que é a grande preocupação da Vale no momento. Questionado sobre o fato de a companhia ser apontada pelos movimentos sociais como uma vilã ambiental, Ferreira foi taxativo:

“Tenho profundo respeito pelos movimentos sociais, pelo contraditório, mas temos nossas crenças. Todos sabem a ênfase que tenho dado a assuntos sociais tão importantes para nós, como ajudar os deserdados”, ressaltou.

Fonte: Valor Econômico

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