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Utilização de ferramentas tecnológicas é limitada

A gestão pública no Brasil ainda enfrenta vários desafios quando se trata de usar ferramentas de Tecnologias da Informação (TI). Para Eduardo Bernal, diretor de mercado governo do CPqD, é importante começar pela elaboração de um plano diretor de TI, que considere a visão estratégica do Estado ou município e a sua necessidade de implantar programas governamentais.

Já na opinião de Luiz Gonzaga Vieira de Camargo, prefeito de Tatuí, o uso incipiente de TI na gestão pública decorre da falta de informações sobre o funcionamento dos processos, sobre o fluxo de dados entre o usuário dos serviços públicos (o cidadão) e os prestadores desses serviços.

Em seis anos (2005-2011), a prefeitura de Tatuí, no interior de São Paulo, cadastrou quase 98 mil dos seus 110 mil habitantes no Data Health (Sistema de Prontuário Eletrônico e Gerenciador de Saúde), desenvolvido pela Global Data, empresa especializada em gestão da saúde. Com a adoção do sistema, foi reduzido o índice de mortalidade; diminuiu o número de consultas perdidas para menos de 10%; tornou-se menor o número de exames solicitados e não lidos e perdidos. Além disso, o sistema ajudou a controlar os estoques das 15 farmácias existentes em cada uma das 15 Unidades Básicas de Saúde (UBS).

“O Data Health contribuiu para a eliminação do prontuário físico em papel”, destaca o prefeito. Numa UBS que atende 500 pessoas por dia, chegavam a ser gerados de 30 mil a 40 mil prontuários em papel.

Agora, assim que sistema identifica o paciente por sua impressão digital (biometria), seu prontuário aparece na tela do computador. O sistema também gera informações sobre consultas, procedimentos de enfermagem, agendamentos, faltas, reposições etc. “A prevenção avança com informações”, resume o prefeito.

A Global Data fez o primeiro piloto do Data Health na prefeitura, em 2006, diz uma das sócias proprietárias da empresa, Maria José Galvão, biomédica e especialista em saúde pública e informática médica. O prontuário eletrônico, explica, processa a captação de dados dos procedimentos realizados pelos profissionais de saúde, dos medicamentos prescritos que, quando retirados, têm baixa imediata no almoxarifado.

“Por medo que faltem medicamentos, o paciente do SUS acaba estocando remédios em casa. Mas, com o controle dos estoques, a dispensa de medicamentos caiu entre 20% e 30% em Tatuí”, informa ela. Até agora, o Data Health está implantado em oito municípios, sete dos quais no Estado de São Paulo e um em São Bento do Sul (SC).

Se papel é um grande problema na Saúde, é gigantesco na Justiça, cujos processos devem ser armazenados anos a fio. Uma ótima razão para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que atende os três Estados do Sul, ter decidido se tornar um tribunal eletrônico, no qual os processos já nasçam eletrônicos.

“Para baratear a Justiça e dar mais transparência, além de acabar com os gargalos”, afirma o juiz federal Sérgio Renato Tejada Garcia, que atua na sede do TRF4, em Porto Alegre. “Hoje, 80% dos processos do TRF4 que vieram da primeira instância são eletrônicos”, afirma ele.

Mas, mesmo no formato eletrônico, existe ainda um grande desafio, que é o armazenamento e manuseio de incontáveis documentos, diz Vanderlei Calejon, presidente da Servix, integradora de informática que distribui o CAStor, da americana Caringo, comprado pelo TRF4. Trata-se de um software de armazenamento de objetos de conteúdo fixo cuja integridade deve ser garantida e que precisam ser guardados por longos períodos de tempo.

Fonte: Valor On Line

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