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Usina nuclear entra em estado de alerta na Argentina

Pedido foi feito depois que apareceram fissuras na estrutura de um reator igual na Bélgica.

A central nuclear de Atucha 1, na Argentina, entrou em estado de alerta. O pedido foi feito pela Agência de Energia Nuclear da Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento, depois que foram constadas fissuras na estrutura do reator de uma central belga, construída pela mesma empresa que a argentina.

A usina belga foi fechada há dois meses e todos os reatores construídos pela empresa holandesa RDM vão ser submetidos a uma rigorosa inspeção internacional. A usina de Atucha 1 é a mais antiga da América do Sul. Funciona desde 1974 e fica a apenas cem quilômetros de Buenos Aires. Segundo o Greenpeace, ao menos 22 milhões de pessoas vivem a menos de 300 quilômetros da central em risco.

Atucha I é uma das 19 centrais nucleares do planeta que contam com um reator construído pela empresa holandesa, segundo o jornal argentino “La Nación”. As outras ficam na Europa e nos Estados Unidos.

A denúncia sobre os riscos de Atucha I foi feita por ambientalistas do Greenpeace, da Fundação Ambiente e Recursos Naturais e dos verdes argentinos. Eles pedem que o governo de Cristina Kirchner esclareça a situação real da usina argentina, mas até agora não tiveram resposta. Os ativistas lembram que a Bélgica já cogita fechar definitivamente sua central danificada.

Ativistas argentinos pediram no último dia 14 informações à Autoridade Regulatória Nacional e à Comissão Nacional de Energia Atômica. “Até agora não se conseguiu resposta alguma da parte das autoridades”, explicou Juan Carlos Villalonga, dos Verdes, à imprensa argentina.

Mas ontem a AEN confirmou que Atucha I é um dos 19 reatores com material fornecido pela empresa RDM.

Mauro Fernández, integrante do Greenpeace, disse que há 22 milhões de argentinos vivendo a menos de 300 quilômetros da usina e que o governo deve fornecer informações sobre o caso.

Fonte: O Globo

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