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Universitários interessados em estudar fora do país terão auxílio para aprender inglês

Até 2014, 101 mil brasileiros terão oportunidade de estudar no exterior por meio do programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Para auxiliar esses estudantes no aprendizado da língua inglesa, um dos pré-requisitos para ser selecionado, foi lançado na última terça-feira (18), o programa Inglês sem Fronteiras, que prevê a aplicação de 500 mil testes de avaliação em língua inglesa e o fortalecimento do ensino de línguas nas universidades.

A primeira etapa está prevista para começar em fevereiro de 2013, com o atendimento a cerca de 40 mil estudantes, que passarão por testes de proficiência, exigidos para o intercâmbio, como o Test of English as a Foreign Language (Toefl) e o International English Language Testing System (Ielts).

Segundo o Ministério da Educação, os testes serão aplicados para todos os alunos que alcançaram mais de 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pré-requisito mínimo para participar do CsF. Essas provas serão aplicadas por instituições de educação superior certificadas. Até agora, 23 instituições já receberam a certificação.

“Entre 2013 e 2014 nós vamos começar com 500 mil testes do Toefl, que é o exame de proficiência em inglês mais reconhecido para todas as universidades americanas e para a maioria das universidades que usam a língua inglesa no mundo”, informou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

A partir dessa primeira avaliação, os alunos serão classificados em cinco níveis e serão encaminhados para cursos de Inglês por meio de distribuição de senhas. “Estamos começando com 100 mil senhas e pretendemos ampliar”, acrescentou Mercadante. Ele informou que, além do curso a distância, os alunos que estão mais próximos da proficiência terão a oportunidade de realizar cursos presenciais.

“Isso é indispensável para que o Brasil internacionalize a ciência, tenha a sua competência reconhecida, estabeleça novas parcerias e possa aprender com a experiência cultural, científica e tecnológica de outros países”, afirmou Mercadante.

Representantes de dez universidades federais integram a comissão criada para planejar, organizar e gerenciar as ações do Inglês sem Fronteiras a serem desenvolvidas no Brasil. As instituições foram selecionadas considerando aspectos como regionalidade, experiência em oferta de cursos presenciais e a distância em língua inglesa, existência de programas já consolidados de graduação e pós-graduação e reconhecida competência na produção de material didático na modalidade de educação a distância.

A comissão conta com representantes das universidades federais de São Carlos (UFSCar), Santa Catarina (UFSC), Minas Gerais (UFMG), Uberlândia (UFU), Rio Grande do Sul (UFRGS), Fluminense (UFF), Ceará (UFC), Pernambuco (UFPE), Mato Grosso (UFMT) e da Universidade de Brasília (UnB).

Bolsas de estudo

Brasileiros selecionados para estudar no exterior passarão a receber o pagamento das bolsas estudantis de uma nova forma: um cartão pré-pago do Banco do Brasil e do Banco do Brasil Américas. Dez bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do MEC e cinco do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) receberam os primeiros cartões do programa durante lançamento do Inglês sem Fronteiras.

O novo sistema permite o pagamento das bolsas de estudos por meio do crédito em conta-corrente do estudante no exterior. Com ele, serão reduzidos os custos dos bolsistas e eliminada a necessidade de abertura de contas e pagamento de tarifas em bancos no exterior. O cartão pode ser usado em todos os países que aceitam a bandeira Mastercard e possibilita depósitos de outras fontes, como dos familiares, por exemplo.

Irlanda

A Irlanda é o mais novo país a aderir ao Ciência sem Fronteiras e vai ceder 1.000 vagas por ano para modalidade graduação sanduíche para universitários brasileiros. O acordo foi assinado no último dia 14 de dezembro pelo embaixador e representante da Autoridade em Ensino Superior e das instituições de ensino superior participantes da Irlanda, H.E. Mr Frank Sheridan, e o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães.

Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras já concedeu cerca de 20 mil bolsas. A meta do programa é oferecer 101 mil bolsas até 2014. Serão 75 mil por parte do governo federal e o restante com o apoio da iniciativa privada. Este ano, o investimento aproximado foi de R$ 1,12 bilhão.

Das 75 mil bolsas a serem custeadas pelo governo, a previsão é de 24.600 de doutorado sanduíche, quando o estudante faz parte no Brasil e parte no exterior; 9.790 de doutorado pleno; 11.560 de pós-doutorado; 27.100 de graduação sanduíche; 700 de treinamento de especialista de empresas no exterior; 860 para jovens cientistas estrangeiros de reconhecida especialidade virem ao Brasil; e 290 para pesquisadores estrangeiros visitarem o País.

Pelo programa, estudantes de graduação e de pós-graduação podem fazer estágio no exterior para manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação.
Fonte: Ministério da Educação

 

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