+55 (61) 9 7400-2446

Notícias

Universidade de Columbia inaugura centro no Rio de Janeiro

No País, estudos serão voltados para área social e economia.

A Universidade Columbia, uma das dez melhores dos Estados Unidos, fará do Rio de Janeiro seu mais novo hub de pesquisa e cooperação, com a abertura de seu oitavo centro global na cidade, em março de 2013. Urbanismo, saúde pública, educação, inclusão social, energia e desenvolvimento sustentável serão as prioridades iniciais do centro, liderado por Thomas Trebat, ex-diretor do centro de estudos brasileiros de Columbia.

O Rio será conectado aos centros globais de Columbia em Pequim, Bombaim, Paris, Istambul, Amã, Nairóbi e Santiago, além, claro, do de Nova York. O pró-reitor John Coatsworth explicou que, em nenhuma dessas cidades, foi ou vai ser criado um campus de Columbia.

A direção da universidade acredita que é mais proveitoso levar seus alunos e professores para uma imersão na cultura brasileira, com intercâmbios com universidades locais e empresas que ofereçam estágio. Ontem (20), o reitor de Columbia, Lee Bolinger, assinou memorando de entendimento para participar do programa Ciência sem Fronteiras, por meio do qual o governo Dilma Rousseff pretende mandar 100 mil brasileiros estudarem no exterior.

“O Brasil desafia todas as métricas, todas as padronizações. Não vamos tratá-lo só como objeto de estudo, mas como um lugar onde queremos estar para estudar, porque há coisas e ideias que só vão acontecer no Brasil”, disse Mark Wigley, diretor da Faculdade de Arquitetura e Planejamento Urbano.

Para o economista Jeffrey Sachs, diretor do Earth Institute, que participou da Rio+20, o Brasil é “superlativo em todos os sentidos: enorme, diverso e crucialmente importante”. “O Brasil lidera de muitas maneiras. Na Rio+20, mostrou uma liderança palpável, que não foi fruto da geografia. O Brasil tem enormes desafios nas três dimensões do desenvolvimento sustentável: econômica, social e ambiental. Pode-se dizer que, para onde for o Brasil, o mundo irá também. E, ironicamente, para onde o mundo for, o Brasil também”, disse Sachs, acrescentando que o País não poderá salvar a Amazônia, mesmo que queira, se o aquecimento global não for contido.

Robert Lieberman, diretor interino da Escola de Relações Internacionais, disse que, entre os temas que serão analisados em estudos comparativos com os Estados Unidos, estará a política de cotas nas universidades públicas brasileiras. “O Brasil se tornou uma referência importante para o estudo de questões de desigualdade racial, que é uma área de pesquisa e de políticas públicas em que o Brasil e os EUA têm muito em comum. É um momento propício para esse estudo para contrastar o que está acontecendo no Brasil com o que se passa nos Estados Unidos, onde a ação afirmativa está sofrendo um cerco”, disse Lieberman.

Escritório

Por enquanto com uma representação mínima, o centro já abriu as portas no prédio da Associação Comercial do Rio, no centro da cidade. A escolha do Rio foi explicada de maneira interessante por Mark Wigley. “O Brasil tem um montante impressionante de inteligência urbanística. E acho que realmente importa que a comida é boa, a música é boa, que as pessoas são bonitas, que o Rio é de uma beleza simplesmente impossível”, afirmou.

Fonte: O Globo

Próximos Eventos