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UIT alerta que apesar de avanços no Brasil, o fosso digital aumentou

Novas tecnologias como ‘internet das coisas’, ‘big data’ ou ‘inteligência artificial’ trazem um grande potencial de avanços sociais e econômicos. Mas como alerta o mais novo relatório da União Internacional das Telecomunicações, o potencial transformador é limitado pelo acesso e uso das novas ferramentas. E pior, o fosso digital entre pobres e ricos ficou maior, não menor.

“As divisões digitais que são aparentes no acesso e no uso desde comunicações básicas até a banda larga continuam substanciais. Países desenvolvidos contam com taxas de penetração maiores, enquanto elas são baixas em países menos desenvolvidos”, aponta a UIT.

A análise faz parte da versão 2017 do estudo anual ‘Medindo a Sociedade da Informação’, realizado pela UIT a partir da combinação de indicadores sobre uso e habilidades em tecnologias da informação e comunicações em 176 países. E mostra que apesar de avanços generalizados, os mais ricos avançam mais rapidamente que os mais pobres, daí o aumento do fosso.

“Pessoas na Europa e países de alta renda na América do Norte e partes da Ásia estão muito mais conectadas e fazendo pleno uso da internet do que em outras regiões, particularmente na África. E há evidências de que o fosso entre desenvolvidos e menos desenvolvidos está aumentando, elevando as preocupações com seu impacto”, diz o documento.

O Brasil ficou mais ou menos onde estava nesta nova edição. No geral, subiu de 67º para 66º, mas mesmo nos subíndices a variação foi pequena. O melhor desempenho foi no indicador de habilidades dos usuários em TICs, que passou da 92º para 71º. Por outro lado, o desempenho piorou nos indicadores de uso (de 56º para 57º) e de acesso (79º para 80º).

Para a Anatel, motivo de festa. Em nota, a agência destacou que a UIT apontou para o Brasil como país onde a competitividade entre as empresas não só existe como está em expansão, sendo “um dos maiores mercados de telecomunicações nas Américas”. Para as operadoras, alegria dupla. É que a UIT resolveu mudar a forma de cálculo da cesta de serviços – e com isso o Brasil não mais aparece com a telefonia mais cara do planeta.

“Em relação aos preços, a UIT levou em conta a renda nacional bruta dos países. Na telefonia móvel, o gasto do brasileiro representa 1,7% da renda, enquanto nas Américas é 3,6% e no mundo é 5,2%. Na banda larga fixa, o gasto do brasileiro representa 2,1% da renda, o que representa um terço do gasto nas Américas, que é de 6,4%, e bastante inferior à média mundial que é de 13,9%. Na banda larga móvel, considerando 1 GB, no Brasil 2,3% da renda, enquanto nas Américas é 5,7% e no mundo 6,8%, em média”, comemorou a Telebrasil.

Fonte: Convergência Digital

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