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Triplicam pedidos de patentes das unidades de pesquisa do MCTI

O número de depósito de patentes feitas por instituições de pesquisa vinculadas ao MCTI  triplicaram entre 2000 e 2011. De acordo com o ministério, as inovações geradas envolvem desde uma farinha integral até uma placa de titânio para cirurgia veterinária.

Na opinião do subsecretário da Coordenação das Unidades de Pesquisa do MCTI, Arquimedes Ciloni, o crescimento foi puxado pelo maior investimento na área, o incentivo e a criação de empresas e de instituições de ciência e tecnologia em setores estratégicos. “As unidades de pesquisa estão fazendo a sua parte no esforço do país em prol da inovação. Isso significa que estamos no caminho certo”, analisou.

O aumento resulta das novas legislações e políticas públicas adotadas nos últimos anos para estimular a inovação no Brasil, como as leis de Inovação (10.973/2004) e do Bem (11.196/2005). Ciloni conta que o ministério passou a realizar constantes discussões e workshops com as unidades de pesquisa para debater as medidas necessárias para a proteção das criações desenvolvidas.

A partir da Lei de Inovação foram criados os de núcleos de inovação tecnológica (NITs). As áreas de inovação e de propriedade intelectual das unidades do MCTI foram organizadas em arranjos regionais de NITs. Essa iniciativa foi reforçada no Plano de Ação Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti 2007-2010), que incluiu, entre as suas metas, a implantação desses arranjos.

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT), do Arranjo NIT Rio, aumentou o número de depósitos de patentes de sete para 38. A responsável pela área de Inovação e Prospecção Tecnológica do INT, Telma de Oliveira, atribui esse volume de proteção de novas tecnologias à estrutura que se criou para dar suporte à inovação. “Os próprios pesquisadores do INT passaram a buscar mais a proteção de suas criações, motivados inclusive pelos benefícios propiciados pela Lei da Inovação”, afirma.

Para a analista em Ciência e Tecnologia da Scup, Isabel Campos, os resultados obtidos com a experiência dos arranjos regionais de NITs das unidades de pesquisa do MCTI indicam a importância de se continuar investindo no treinamento de recursos humanos, condição indispensável para se atingir os níveis de desenvolvimento desejados. “O fortalecimento dos arranjos ainda requer uma maior intensificação com o setor empresarial para viabilizar a transferência de tecnologia”, destaca.

Fonte: Agência Gestão CT&I de Notícias com informações do MCTI

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