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Tempestades no Sudeste dobrarão em 60 anos

A incidência de tempestades e catástrofes naturais no Sudeste do Brasil deve dobrar nos próximos 60 anos por causa do aquecimento global, diz estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fabio Motta/AE-12/1/2011
Fabio Motta/AE-12/1/2011
Desastres. Chuvas causaram deslizamentos em Teresópolis

 

Com base em dados climáticos das últimas décadas, pesquisadores constataram que o aumento da temperatura do Atlântico no Hemisfério Sul e o resfriamento do Pacífico equatorial devem ampliar a ocorrência de fenômenos climáticos intensos. Nas regiões litorâneas, a ocorrência de eventos climáticos severos deve triplicar até 2070.

A pesquisa analisou a ocorrência de tempestades nas cidades de São Paulo, Rio e Campinas nos últimos 60 anos, calculando o efeito da variação da temperatura dos oceanos nas taxas de precipitação e na ocorrência de chuvas de granizo, raios, vendavais e tornados.

Segundo Osmar Pinto Júnior, coordenador do grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Inpe, o Sudeste deve ser atingido por um número cada vez maior de desastres naturais nas próximas décadas, caso sejam mantidas condições como o ritmo de crescimento da temperatura do Atlântico e o resfriamento do Pacífico causado pelo fenômeno La Niña.

O Inpe também anunciou que desenvolverá um novo sistema integrado de monitoramento atmosférico para detectar a ocorrência de raios nas nuvens, o que serve como indicativo da ocorrência de tempestades. O Sistema Brasileiro de Detecção de Descargas atmosféricas (BrasilDat) receberá informações de 75 sensores, que poderão detectar atividade elétrica em nuvens e permitirão a geração de alertas para chuvas severas com até 30 minutos de antecedência.

O sistema será instalado até o fim de 2012, com um custo de R$ 10 milhões. O modelo será um aprimoramento do Rindat, conjunto de sensores de 1998.

Fonte: Estado de São Paulo

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