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Telefônica coloca foco em inovação

Com investimentos de R$ 177 bilhões aplicados desde que chegou ao país em 1998 – incluindo aquisições, licenças e infraestrutura de rede -, a Telefônica/Vivo está entre as empresas espanholas que mais aportaram recursos no Brasil. A base de clientes é a maior entre as operadoras brasileiras: 91,9 milhões de acessos, sendo 76,8 milhões somente na operação móvel, segmento que lidera com participação de 29,7%; além de 3,8 milhões de acessos banda larga fixa. A receita operacional líquida nos nove primeiros meses do ano ficou em R$ 25 bilhões, o que já representa 25% do faturamento da Telefónica na Espanha. A empresa tem programados investimentos de R$ 24,3 bilhões de 2011 a 2014, ante R$ 16 bilhões dos quatro anos anteriores.

“Os investimentos estão sendo aplicados nos dois pilares básicos definidos pelo grupo, que são qualidade e inovação”, diz Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica Brasil.

O conceito de qualidade é amplo e abarca os investimentos para se ter redes e sistemas de tecnologia da informação mais confiáveis e o aumento de cobertura, explica. E a inovação inclui a oferta de acesso banda larga por meio de fibra óptica; expansão da rede HSPA+ ou 3G+; a implementação da 4G e o desenvolvimento de aplicações que têm impacto na vida cotidiana, informa.

Líder no segmento de dados móveis, com participação de 48,1%, empresa tem estratégia agressiva para 4G

A empresa investiu, até o terceiro trimestre, R$ 3,27 bilhões, incluindo um novo data center – o maior da América Latina, com 78 mil m², que consumiu investimentos de R$ 400 milhões.

E a expansão da rede HSPA+, que hoje já contempla toda a infraestrutura 3G da operadora e chega no dia 30 de novembro ao 3000º município, a ser escolhido no Estado da Bahia.

A rede de fibra com tecnologia FTTH (Fiber to the Home) já atinge 1,2 milhão de domicílios e conta com 110 mil usuários atendidos com velocidades de até 100 Mbps, que, até o final deste mês, poderão contar com acessos a 200 Mbps, além da Vivo TV Fibra, serviço de IPTV que usa a fibra ótica e plataforma Microsoft.

Líder no segmento de dados móveis, com market share de 48,1%, a empresa traçou uma estratégia agressiva para 4G, adquirindo a faixa de frequência mais nobre, a banda X, com dois blocos de 20 Mhz; além das frequências de 400 MHz no interior de São Paulo, Minas Gerais e Nordeste. E espera tirar vantagem da experiência que o grupo já tem de implementação de 4G na Alemanha, desde meados de 2011.

“A 4G vai permitir uma experiência diferenciada de internet. Para mantermos nossa liderança em dados, escolhemos a melhor banda e os melhores parceiros”, diz Valente. A Ericsson vai fornecer os equipamentos nas regiões Norte e Centro-Oeste e também nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia; e a Huawei ficou com as cidades de Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro.

De acordo com o executivo, ainda não foram definidos os fornecedores das demais áreas. “Nosso plano é ousado e deve ter implementação acelerada, mas tudo estará condicionado à disponibilidade dos terminais e às dificuldades de implementação das antenas, pois há 250 municípios com legislação própria”, diz. “Esperamos que a decisão do Distrito Federal, que aprovou uma regulamentação com um prazo máximo de 60 dias para o licenciamento das antenas, seja replicado para outras cidades”, afirma Valente.

Ele diz que a Telefônica Brasil tem inúmeras sinergias com a matriz na Espanha e em diversas áreas tem liderado as inovações. Criada em agosto de 2011 na Espanha, a divisão Telefônica Digital já conta com várias soluções capitaneadas pelo Brasil, como a Campus Party, realizada desde 2008 e que neste ano teve duas edições em São Paulo e Recife.

Também no Brasil, atua a incubadora global Wayra, que recebeu 512 projetos e selecionou 11 start-ups apoiadas com US$ 80 mil e mentoria. O tripé de apoio à inovação inclui ainda o Amérigo, fundo de venture capital, que conta com US$ 300 milhões e presença na Espanha, na Colômbia, no Chile e no Brasil.

“O ambiente da Wayra é de completa inovação e dela têm surgido ideias como a Fila Express, um aplicativo que permite que a pessoa busque um local para jantar na cena gastronômica de São Paulo, que é concorrida, sem entrar em fila, e ainda ser avisada por SMS quando sua mesa está próxima de ser liberada”, conta Valente. Outra ideia é a criação de grupos virtuais de pessoas com o mesmo interesse de compra, como um carro de mesmo modelo que poderá ser adquirido nas concessionárias com desconto. “São várias inovações e este mês iniciamos a segunda onda de seleção”, diz Valente.

Fonte: Valor Econômico

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