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Telecentros do governo federal sofrem sem manutenção

Nos últimos anos, os telecentros se tornaram um dos carros-chefes do Programa de Inclusão Digital do governo federal. Ao todo, até agora, já foram instalados 8,3 mil centros comunitários com acesso à internet, espalhados por mais de 5 mil municípios brasileiros. Eles são compostos por computadores, impressoras, kits multimídia e TV 42 polegadas para teleconferências e, após a compra e implantação pela União, são repassados às prefeituras.

Embora do ponto de vista da expansão do acesso à internet às populações carentes os telecentros possam ser considerados um sucesso, atualmente grande parte deles enfrentam uma série de dificuldades. Uma delas diz respeito à falta de mão de obra qualificada para orientar os usuários. Hoje, existem 3 mil monitores capacitados por cursos a distância promovidos pelo governo federal – número bem inferior à quantidade de telecentros existentes.

“A meta é terminar o ano com 9 mil pessoas qualificadas, atuando como difusores entre a população”, explica Antônio Pádua de Lima Brito, assessor da secretaria de inclusão digital do Ministério das Comunicações. Ele participou nesta quarta-feira do seminário Políticas de (Tele)Comunicações + TICs, organizado pela Converge Comunicações, em Brasília.

Segundo ele, ao capacitar jovens de comunidades carentes, eles repassam os conhecimentos mesmo fora dos telecentros, ampliando ainda mais o hábito de uso da internet. Brito admite, porém, que não há uma mensuração dos resultados efetivos trazido pelos telecentros e das políticas implantadas até agora nas comunidades beneficiadas.

Outro problema refere-se a falta de manutenção dos equipamentos. Muitas prefeituras, principalmente de pequenos municípios, não dispõem de verba suficiente para a prestação de suporte aos computadores, de forma a garantir que os telecentros não se tornem obsoletos com problemas ocasionados pela falta de conserto de PCs, por exemplo. “Estamos pensando em um modelo de consórcio entre prefeituras, estado e governo federal, mas não há nada concreto”, diz Brito.

De acordo com assessor do Minicom, a verba disponível para o órgão contempla apenas a instalação, sem recursos de manutenção. Ele ressalta, entretanto, que cada localidade assinou um termo de responsabilidade ao aderir ao programa. O documento implica na devolução do maquinário caso a manutenção não seja realizada. Ou seja, sem condições de garantir o pleno funcionamento dos telecentros, o projeto corre o risco de naufragar. Para tentar evitar que isso ocorra com os novos telecentros, a Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações trabalha na integração de projetos semelhantes. “Há ao menos 25 iniciativas de inclusão digital na esplanada, com muita repetição e duplicidade”, afirma Brito, destacando a dificuldade de unificação para uma racionalização dos trabalhos.

Fonte: TI Inside

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