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Telebras e TIM trocam fibras e acertam parceria para 4G

Telebras e TIM anunciaram nesta quarta-feira, 10/9, um acordo de troca de infraestrutura que permitirá o uso de fibras no Norte e Nordeste do país, além de anteciparem que farão novo acerto de capacidade para as redes 3G – e futuramente 4G – da operadora móvel.

Pelo acerto, a TIM – que detém os direitos de uso das fibras ópticas do linhão de Tucuruí – vai ceder um par de fibras à estatal ao longo de um trajeto de 2,2 mil km entre Tucuruí-PA e Manaus-AM, além da ligação entre a capital do Amazonas e Macapá-AP. “Essa linha estará operacional no início do próximo ano”, afirma o vice presidente da TIM, Mario Girasole.

“Já temos um compartilhamento de torres com a TIM. E esse novo memorando de entendimento é de extrema importância para nós, porque a Região Norte faz parte de um projeto estratégico do governo. Em contrapartida, vamos construir uma nova rede no interior do Nordeste, onde a TIM será parceira”, explicou o presidente da Telebras, Caio Bonilha.

Paralelamente, TIM e Telebras já negociam o uso da capacidade de transporte da estatal para reforçar as redes 3G da operadora móvel, com vistas a futura oferta de 4G. “Esse acordo é, obviamente, viabilizador da aceleração do LTE”, afirmou Mario Girasole – segundo ele, até a próxima semana a operadora vai anunciar os fornecedores de sua rede 4G.

Embora o acerto com a TIM seja o primeiro voltado ao 4G, a Telebras espera firmar acordos semelhantes com outras operadoras móveis. “A Telebras entra na ampliação de infraestrutura nos serviços móveis. Temos produtos para atender as operadoras celulares na ampliação da capacidade”, explicou o presidente da estatal.

Nordeste

A nova linha, também com 2,2 mil km, será instalada no interior do Nordeste, cruzando os estados da região a partir do Piauí. Quando estiver pronta – a previsão é o fim do próximo ano – a TIM passará a ter direito a um par de fibras nessa infraestrutura. “Sobrepor investimentos é ineficiente. Dessa forma, antecipamos a disponibilidade com menores custos”, disse o diretor da TIM, Rogério Takayanagi.

Essa rede nordestina se dará – a exemplo da maior parte das fibras usadas pela Telebras – sobre o sistema elétrico. Há necessidade de instalação de cabos OPGW em alguns trechos, além da implantação dos equipamentos eletrônicos para “iluminar” as fibras. O investimento é feito conjuntamente com a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).

“Estamos concluindo o termo de referência e a Chesf deve soltar o edital ainda este ano. A princípio será uma licitação única. É uma linha que passa exatamente pelo interior, onde não há infraestrutura de alta capacidade”, disse Bonilha. Um segundo trecho desse investimento – nesse caso um negócio conjunto com Furnas – levará a rede a Minas Gerais.

Fonte: Convergência Digital

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