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Software da UFRJ ajuda a detectar a tuberculose

Doença é frequentemente associada à pobreza; na Rocinha, a incidência é de 386 casos por cem mil habitantes, uma das maiores do mundo

Um software desenvolvido pela Coppe-UFRJ pode tornar mais rápido e eficiente o diagnóstico da tuberculose, a partir da análise de um questionário respondido pelo grupo de risco. O Sistema Neutral TB armazena dados sobre os diversos sintomas dos pacientes com suspeita da tuberculose e avalia as estatísticas das informações, assim como identifica os que têm alta probabilidade de ter a doença e em que grau a enfermidade está.

— Com o sistema, as chances de erros do diagnóstico diminuem e fica mais fácil gerenciar recursos dos postos de saúde — diz o engenheiro elétrico e matemático José Manoel de Seixas, professor da Coppe/UFRJ, coordenador do projeto financiado pela Faperj.

A tecnologia vem sendo testada em seis estados do país. No Rio, o sistema está sendo avaliado em quatro unidades de saúde: Policlínica de Guadalupe, Posto de Saúde do Santo Cristo, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia.

O Brasil é um dos 22 países priorizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nas ações de prevenção à tuberculose, porque está no grupo de nações que concentram cerca de 80% dos casos do mundo. Em 2009, foram notificados mais de 70 mil casos novos no Brasil, correspondendo a 38 casos por cem mil habitantes. O Rio de Janeiro, que em 2010 apresentava a maior taxa de incidência da doença no país, desceu uma posição em 2011, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

A tuberculose, frequentemente associada à pobreza, ainda representa um desafio para a saúde pública. O bacilo da tuberculose é uma bactéria transmitida pelo ar, e as casas apertadas, úmidas e tomadas pelo mofo, comumente encontradas nas favelas cariocas, podem acelerar o desenvolvimento da doença. A favela da Rocinha, por exemplo, tem um dos piores resultados e uma das maiores taxas de tuberculose no mundo. A incidência de 2010 foi de 386,7 casos por cem mil habitantes.

Fonte: O Globo

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