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Sistema de indicadores consolidará números das Fap’s

Em entrevista César Zucco comenta sobre a relevância do projeto e como se dará a fase que sucede o levantamento de 48 indicadores das Fap’s.

Está prevista para o final do ano a implementação do Sistema para Indicadores da Fap’s. Dentre outras funções, a iniciativa do Confap visa estabelecer, padronizar e validar indicadores de CT&I no que diz respeito à atuação das fundações de amparo à pesquisa no Brasil.

Orçado em R$ 1 milhão, o SIFAP’s possibilita melhor visualização das fundações dentro do sistema de ciência e tecnologia, permitindo comparações entre elas. O programa é coordenado pelos professores César Zucco (Fapesc) e Roberto Pacheco (EGC/UFSC).

Em linhas gerais, em que consiste o Sistema para Indicadores da Fap’s – SIFAP’s?

É um programa conjunto que visa levantar os indicadores das atividades das Fap’s, portanto o que as Fap’s fazem, como fazem, como gastam seus recursos… Mas para chegar aos indicadores, fizemos um estudo de processos dentro fundações, por exemplo, analisando como estão organizadas. Com isso houve um estímulo para que a Fap se repensasse em termos administrativos, mudando ações ou processos para responder às questões do levantamento de indicadores. Os indicadores, como o nome sugere, indicam informações sobre o processo de gestão. Isso faz com que a gestão da Fap seja repensada, então, há uma influência muito grande do sistema no dia a dia das fundações. Além de mostrar à sociedade a importância delas, pois uma das formas de se fazer isso é apresentando números, ações e impacto.

De que tipo são esses indicadores? Quem os valida?

São os chamados indicadores de resultado. Também há algo de impacto terá, mas para isso os dados precisarão ser interpretados e analisados subjetivamente. A validação deve ser feita por cada Fap, seu presidente e equipe técnica. Os dados têm que ser bem trabalhos e ter entendimento em si.

No âmbito do Confap, esse é o primeiro esforço conjunto entre as Fap’s?

Diria que como programa sim. Tivemos outras ações iniciadas, mas que não tiveram tantos desdobramentos e repercussão. Conseguimos levantar recursos para o programa. O SIFAP’s custará mais de R$ 1 milhão, não se gasta um recurso desses sem se ter um retorno. O objetivo é muito claro. Posso dizer, sem falsa modéstia, que nós organizamos isso e estamos diariamente cobrando resultados do grupo que tem estabelecido discussões intensas. O grupo é consistente e sintonizado, temos participantes de elevadíssimo nível, as reuniões são produtivas e diariamente trocamos informações. Podemos dizer essa a primeira ação conjunta que está dando resultado dentro do Confap.

De onde vêm os recursos destinados ao programa?

O financiamento é do Mistério de Ciência e Tecnologia. Na primeira etapa, do levantamento dos indicadores, tivemos o financiamento de R$ 470 mil. Agora teremos mais R$ 570 mil. Esses dois financiamentos vieram diretamente do MCT ao Confap. O proponete é EGC (Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento da Federal de Santa Catarina), mas o projeto é do Confap. As Fap’s todas também entraram com recursos. As despesas dos participantes, os custos do funcionário da Fap em participar das reuniões são cobertos pelas fundações. O projeto é caro, mas a abragência é grande. Tanto que há diversos segmentos que querem usar a mesma metodologia aplicando-a para os seus interesses.

O que consiste essa segunda etapa? Qual previsão de funcionamento do SIFAP’s?

É a construção da plataforma na qual os indicadores ficarão disponíveis. Vamos informatizar de todo o processo: temos os indicadores, vamos preparar as informações que são produzidas pelas Fap’s e informatizá-las. Temos um software para a produção dessas informações, baseado nos padrões que nós definimos em conjunto. O software será utilizado na Fap e a informação ficará depositada em um banco de dados. Independente de onde estiver assentado o servidor, o Confap terá um programa pra varrer, via internet, as informações de cada uma das Fap’s. Estamos na fase da arquitetura tecnológica.

Como se dará o acesso do usuário ao sistema?

O usuário terá acesso ao indicador pronto. Poderá acessá-lo de qualquer lugar do mundo. A questão que temos que resolver é onde o sistema estará alocado, ainda vamos discutir isso, pois há uma série de fatores a se considerar, manutenção, atualização…

Quando os trabalhos forma iniciados?

Começamos em novembro de 2007. A partir de janeiro de 2008, iniciamos as reuniões. Fizemos três encontros em 2008, quando preparamos um projeto, pois ainda não tínhamos clareza dos objetivos. Chegamos ao fim de 2008 com o projeto, as metas, os objetivos definidos. Conseguimos financiamento do MCT e, em 2009, iniciamos os trabalhos. Foram cinco reuniões com todo o grupo, composto por cerca de 40 pessoas, até encerrar essa primeira parte. Em 2010, fizemos a arquitetura das informações. Agora está em crivo a criação da plataforma para informatizarmos tudo o que foi feito.

Fonte: Confap

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