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Sibratec faz a ponte com a criatividade

Ao exercer a função de ponte entre a universidade e os negócios inovadores, o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) – formado por 56 redes – tenta conjugar a excelência acadêmica do país com a necessidade das empresas de melhorar seus produtos. Catorze dessas pontes funcionam como centros de inovação tecnológica, 20 são núcleos de serviços tecnológicos e 22 atuam como redes de extensão tecnológica organizadas de forma estadual.

Ligado à Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e tendo como agência executora a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Sibratec estruturou suas redes de inovação no formato de instituições de ciência e tecnologia (ICT). “Cada uma delas foi escolhida levando-se em conta a competência e histórico de atuação das várias empresas e em função de suas especialidades”, explica Ronaldo Mota, secretário de desenvolvimento tecnológico e inovação do MCT.

Mota detalha que as redes são também definidas a partir da escolha do tema – e integradas depois como ICT -, com o objetivo de gerar e transformar conhecimentos científicos e tecnológicos em produtos e processos com viabilidade comercial para incremento da taxa de inovação empresarial. “Os recursos só são liberados pela Finep depois da demonstração de efetiva parceria com empresas e com o objetivo central de resolver suas demandas tecnológicas.”

Mota informa que as redes temáticas de serviços tecnológicos têm como finalidade ofertar às empresas serviços de avaliação da conformidade (calibração, ensaios, análises, certificação) para auxiliá-las na superação de exigências técnicas para o acesso aos mercados interno e externo. As redes estaduais de extensão tecnológica, por sua vez, destinam-se principalmente ao atendimento das micro, pequenas e médias empresas. São formadas por entidades especializadas na extensão tecnológica, atuantes nas respectivas regiões, por meio da organização de um arranjo institucional.

No âmbito da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), mesmo reconhecendo que o sistema de inovação brasileiro tem avançado, Guilherme Marco de Lima, vice-presidente da entidade, defende que as ações nacionais passem a ser mais de longo prazo e não de curto alcance como agora. “Também há urgência em dar condições para que a empresa possa acessar um único instrumento, do começo ao fim do desenvolvimento do projeto de inovação”, diz.

Na avaliação de Lima, o Sibratec é bastante efetivo na parte de serviços, mas seria preciso criar um órgão similar que tivesse um foco empresarial mais abrangente e que estabelecesse mecanismos com menos burocracia e fluxos eficientes de atendimento às empresas. “Temos indicações de que o governo está pensando na criação de uma nova empresa para ser a “Embrapa da indústria”. Se essa instituição nascer com características de efetiva plataforma de inovação, haverá mais um avanço.”

De fato, o MCT está estudando a estruturação da futura Embrapi. Segundo Ronaldo Mota, seu modelo final deverá ser fruto de um conjunto de experiências anteriores, entre elas as do próprio Sibratec. “A Embrapi deverá dispor de uma estrutura leve e ágil e poderá, sob a forma de contrato de gestão, firmar compromissos com institutos tecnológicos, centros de pesquisas e laboratórios, sem afetar seus modelos atuais de administração e gestão, porém, definindo metas e cronogramas”, informa.

Fonte: Valor Econômico

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