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Setor de educação é o preferido dos investidores em 2012

O setor de educação é o que tem mais representantes entre as empresas que mais se valorizaram na BM&FBovespa em 2012, mostra um levantamento feito pela consultoria Economática e divulgado hoje. Enquanto as ações da Kroton subiram 127,3% até ontem, os papéis da Estácio Participações avançaram 109,2% no mesmo período.

Na segunda-feira, o HSBC já havia divulgado um relatório no qual elogiava o desempenho das companhias do setor. No terceiro trimestre, por exemplo, quase todas acompanhadas pelos analistas Luciano Campos e Caio Moscardini superaram as estimativas, principalmente de adição líquida de alunos.

Ainda segundo o banco, o mercado parece acreditar que o crescimento forte dos grupos, apresentado desde 2011, ainda pode durar por muitos anos. Entretanto, há algum tempo a instituição alerta que o pico do ensino superior no Brasil pode ser atingido em 2015 — o que reduziria o ritmo de expansão.

Além disso, Moscardini e Campos mostram que, apesar da valorização de 109,2% neste ano, as ações da Estácio continuam “baratas”. Quando comparados às outras companhias de educação, os papéis da empresa estão sendo negociados a um desconto de aproximadamente 24%. Ontem, ela fechou o pregão valendo R$ 37,26.

O estudo da Economática também mostra que ações ligadas ao consumo interno, principalmente, vem se beneficiando no ano. Dentre as cinco maiores altas, a Mahle Metal Leve, de autopeças, aparece em terceiro lugar, com ganhos de 90,7% em 2012, enquanto a Amil Participações registra avanço de 88,8%.

Na outra ponta, petróleo e energia elétrica surgem como os setores dos quais os investidores estão fugindo. OGX Petróleo, controlada por Eike Batista, tem o pior desempenho neste ano: queda de 67,4%. Já os papéis da HRT Petróleo registram a quinta pior performance, com baixa de 53,1%.

Entre as elétricas, o mercado pune as mais afetadas pela Medida Provisória 579. As ações preferenciais de classe B da Eletrobras têm a segunda maior redução no ano, de 66,4%, ao passo que as ordinárias caem 58,5%, em quarto lugar. Na terceira pior posição está Eletropaulo, com um recuo de 59,2% até ontem.

América Latina

 A Economática também levantou o valor de mercado das maiores companhias da América Latina. Depois de a Petrobras perder o posto para a Ambev como mais valiosa do Brasil — e também no continente —, agora a fabricante de cervejas ultrapassou, também, a colombiana Ecopetrol.

De acordo com as cotações de ontem, o valor de mercado da companhia fundada por Jorge Paulo Lemann, Carlos Sicupira e Marcel Telles chegou a US$ 120,11 bilhões — no fim do ano passado, o montante era de US$ 99,98 bilhões. Já a Ecopetrol atingiu US$ 119,46 bilhões e a Petrobras, US$ 118,36 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

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