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Secti Pará e Natura: apropriação sustentável da Amazônia

Preocupação com a exploração consciente e sustentável de recursos amazônicos. Essa foi a características que permeou a reunião entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a empresa de cosméticos Natura, que ocorreu nesta quinta-feria, 28. O intuito do encontro foi pensar em investimentos em CT&I, nas cadeias produtivas de biodiversidade, e criar um ambiente favorável a negócios sustentáveis. A reunião é o início da articulação e planejamento de futuras parcerias e ações conjuntas entre a Secretaria e a empresa.
Foram discutidas questões voltadas para comunidades agroextrativistas produtores rurais, exploração de materiais, parque tecnológico, parcerias futuras, entre outras questões. “Basicamente a conversa girou em torno do que o Estado pode fazer pela Natura e vice-versa para atender aos interesses de todos, especialmente os das comunidades da Amazônia”, conta Alberto Arruda, vice-secretário da Secti.
Na ocasião, Secretário e Vice apresentaram o Programa Paraense de Incentivo ao Uso Sustentável da Biodiversidade (Biopará), cuja proposta é aplicar técnicas modernas em cadeias produtivas da biodiversidade, como por exemplo, alimentos e dermocosméticos, num movimento que vai na contramão do desmatamento. “O objetivo do Estado, por meio da Secti, é promover a articulação estratégica entre as empresas e dar condições institucionais para investimentos em produtos e serviços associados à biodiversidade”, disse o secretário Alex Fiúza.
José Renato Cagnon, gerente da unidade industrial da Natura em Benevides, comentou sobre a importância do Estado para o fortalecimento institucional “Se a gente tá falando de novos negócios que podem surgir, estes estão ligados diretamente a ciência, tecnologia e inovação e a participação do Governo, por meio da Secti, é extremamente importante para que produtos e serviços sejam viabilizados”.
A empresa prevê a construção de um complexo industrial ecológico em Benevides, chamado de Eco-Parque, desenvolvido em pilares apoiados no desenvolvimento sustentável, matriz de energia renovável, reutilização de materiais como a água da chuva, ou seja, que vise o respeito pelo meio ambiente. Além da preocupação sociocultural para atentarem ao fato de como a empresa, que vem de fora, vai potencializar os recursos sem interferir demais no local.
Fonte: Secti-Pará

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