Notícias

SECTI Alagoas aquece discussão sobre indústria petrolífera

O presidente do Instituto Brasileiro Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Bicombustíveis, geólogo Álvaro Teixeira, disse ontem, durante a palestra que proferiu na Ufal, no  Laboratório de Computação Científica e Visualização (LCCV), que acredita na existência de bacias petrolíferas em Alagoas e que o governo deve investir nessa área. Segundo ele, mesmo sendo bacias de pequeno porte, trata-se de um empreendimento vantajoso sob todos os aspectos, daí porque vale a pena pressionar as autoridades a levarem o assunto a sério, como enfatizou o palestrante.

Álvaro Teixeira foi o primeiro a falar, no seminário “O Instituto Brasileiro do Petróleo e o Estado de Alagoas”, promovido pela SECTI, Secretaria do Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior. Começou apresentando o IBP, para que o público presente compreendesse o papel da entidade, e a partir daí possa buscar parcerias de cooperação, até porque ele disse reconhecer Alagoas como potencial produtor de petróleo, gás e biocombustíveis. “Eu mesmo comecei minha atividade aqui em Alagoas, na década de 60. Perfuramos áreas em São Miguel, Piaçabuçú e em outros municípios. Depois fui trabalhar no sudeste, mas continuo insistindo: Alagoas tem potencial nessa área. Jequiá da Praia e a área do Tabuleiro do Martins podem surpreender, se forem perfuradas”.

O secretário Eduardo Setton, idealizador do seminário, explicou que vai considerar as recomendações do geólogo, mas ponderou que é difícil inserir Alagoas nos blocos de licitação programados para o mês de abril, deixando claro que num futuro próximo isso poderá se concretizar sim. “Alagoas precisa produzir seus próprios royalts, ao invés de receber (depender) de outros estados produtores.”

De acordo com as colocações de Álvaro Teixeira, os estados brasileiros precisam acreditar no retorno do investimento no setor petrolífero. “Hoje, um dos entraves enfrentados em todas as unidades da federação é a alta cobrança do ICMS. A taxação é muito alta para uma atividade de risco. Numa perfuração podemos ter sucesso ou não, mas no caso positivo a recompensa é benéfica para o desenvolvimento econômico, social e cultural da população como um todo”, observou.

Outro aspecto abordado no seminário foi o capital humano para a expansão da indústria petrolífera. Ao explanar o tema, o gerente de Tecnologia do IBP,    Raimar Van den Bylaardt, disse que é imperativo criar escolas de profissionalização, ampliar as oportunidades de capacitação principalmente na periferia, de forma a preparar a mão de obra para a expansão do mercado em todas as suas nuances. “Percebemos que, devido a baixa escolaridade, poucos alunos acompanham com sucesso os cursos e oficinas a que têm acesso e isso é um empecilho ao desenvolvimento”, resumiu.

Segundo ele, o governo deve criar zonas livres tecnológicas, para facilitar o conhecimento. “Qualquer equipamento se torna obsoleto em pouco tempo. A evolução acontece de forma acelerada, sendo necessário que todos acompanhem o ritmo, se atualizando”, observou. Ele também sugeriu que o governo ofereça mecanismos de incentivo que sejam descomplicados, além de apresentar aos investidores a opção de crédito fiscal, para que eles possam aplicar os recursos que iriam para tributos em benefícios coletivos e que tenham impacto positivo no mercado de trabalho e na formação dos recursos humanos.

Fonte: Secti Alagoas