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Secis quer parcerias para ampliar rede de telecentros

Para aumentar o acesso de brasileiros a informações na web, a Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social (Secis) do MCTI irá buscar parcerias com instituições públicas de maior capilaridade. A ideia é aproveitar a estrutura delas para criar novos telecentros, espaços com computadores conectados à internet banda larga.

Cada unidade tem normalmente entre 10 e 20 equipamentos. No local são oferecidos cursos de informática básica e oficinas especiais. Nesta quarta-feira (23), o novo secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social, Eleizer Pacheco, destacou durante a cerimônia de posse, em Brasília (DF), que empresas públicas como a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos podem ajudar na inclusão digital de milhares de brasileiros. “Estamos em conversa com eles para estabelecermos os telecentros em centenas de agências dos correios espalhadas por todo o país”, afirmou.

O novo integrante do ministério também defende o trabalho em parceria com os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia e com as universidades federais. Ele planeja aprofundar políticas envolvendo a questão das cidades sustentáveis e o incentivo à cultura da ciência nas escolas. “Porque o ensino da ciência é muito pobre nas escolas brasileiras em geral”, comentou.

Pacheco traz a experiência de mais de oito anos à frente de programas do Ministério da Educação (MEC), entre eles o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a Prova Brasil e o ensino profissionalizante. O ex-secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC avalia que a nova missão vem para completar o trabalho já realizado na educação. As duas pastas, segundo ele, estão intimamente interligadas. “São atividades que se complementam e dialogam entre si. E que só têm sentido exatamente nesse diálogo”, disse.

Metas

Além de ampliar eventos como as olimpíadas de conhecimentos e a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), o secretário quer dar uma identidade nacional aos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs). “Estabelecendo, inclusive, a cultura de rede entre eles e a atuação em conjunto”, destacou. “É isso que pode potencializá-los e torná-los significativos num esforço nacional de desenvolvimento tecnológico e de divulgação tecnológica junto aos estudantes”, lembrou.

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