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Reitoria da Universidade Federal do Paraná é invadida por estudantes

O prédio da reitoria da UFPR (Universidade Federal do Paraná) foi invadido na noite desta terça-feira (3) por cerca de cem estudantes, que protestam contra as condições de ensino na universidade.

O grupo, embora não seja ligado ao DCE (Diretório Central dos Estudantes), integra o comando de greve dos estudantes, que paralisaram suas atividades no dia 30 de maio em solidariedade à greve dos professores e técnicos administrativos da UFPR, iniciada no dia 17 de maio.

De acordo com Bruna Dornelas, 21, estudante de psicologia e integrante do grupo que ocupou a reitoria, houve um “inchaço” de alunos na UFPR desde a adesão ao Reuni, em 2007, programa do Ministério da Educação que pretendia ampliar as vagas nas universidades federais.

“Ele aumentou o número de vagas e não transferiu as verbas necessárias”, afirma.

Entre as reivindicações do grupo, estão o aumento da quantidade e do valor das bolsas de estudo, o funcionamento do restaurante universitário em todos os dias da semana, a ampliação do acervo de livros das bibliotecas e a construção de novas casas de estudantes.

Com a invasão, os estudantes pretendem pressionar a reitoria a atender as reivindicações –muitas delas, afirma o grupo, já estavam na pauta da greve do ano passado, quando a reitoria foi ocupada por seis dias.

A pró-reitora de graduação da UFPR, Maria Amélia Sabbag Zainko, disse que a universidade estava em processo de negociação com os estudantes, e que a ocupação da reitoria foi “impensada” e “desnecessária”.

Ainda assim, a orientação da UFPR é não chamar a polícia e aguardar a desocupação espontânea dos estudantes.

O grupo que liderou a invasão faz oposição à atual diretoria do DCE, a quem acusa de ser favorável à administração da UFPR. Nas janelas do prédio invadido, há cartazes proibindo a entrada de “pelegos” e criticando o governo federal. Parte dos estudantes é filiada a partidos de oposição ao governo, como PSTU e PSOL.

Faixas que defendem a reeleição do atual reitor, Zaki Akel Sobrinho, também foram rasgadas. A eleição para a reitoria da universidade será em setembro.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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