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Reitores contrariam orientação e não vão cortar salário de grevista

Apesar da orientação do governo para cortar o ponto de servidores em greve, os professores de universidades federais não terão desconto no contracheque. A categoria está há três meses parada.

Os reitores mantiveram ontem (15) a decisão de não enviar ao Ministério do Planejamento a relação de quem faltou, como haviam feito em julho. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, já disse que os reitores poderão ser responsabilizados por improbidade administrativa.

A intenção, segundo fontes ligadas às instituições, é concentrar os esforços na discussão da estratégia para a reposição das aulas, a ser feita assim que a greve terminar. A decisão tem o apoio do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que já salientou que, “no caso da educação, não interessa o desconto do salário”, mas a exigência de repor o conteúdo perdido, integralmente e com qualidade.

Na semana passada, o Ministério da Educação pediu às universidades o calendário de reposição das aulas. “Feita essa programação, nós evitaríamos o desconto dos dias parados nas universidades”, disse Mercadante.

Fonte: Jornal da Ciência

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