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Realidade virtual permite aprendizado pela exploração de cenários

A visita de campo começa à beira de um córrego. Entulho, lixo, pneus e água parada formam o cenário perfeito para a proliferação do Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como a zika, dengue e chikungunya. Enquanto caminham pelo local, os estudantes são convidados a identificar possíveis criadouros do mosquito. E ao contrário do que se possa imaginar, a exploração acontece sem sair da sala de aula.

Com o uso de óculos especiais e vídeos interativos, a experiência integra uma das aulas do Na Real Educação Imersiva, um conjunto de roteiros pedagógicos desenvolvidos pela Positivo Informática Tecnologia Educacional. Lançados na última semana, em São Paulo, durante a Bett Brasil Educar, os materiais utilizam a realidade virtual para aproximar alunos dos anos finais do ensino fundamental de temas relacionados a meio ambiente, consumo e questões sociais.

Em uma coleção de dez dinâmicas, os alunos são convidados a participar de uma experiência imersiva por diferentes cenários, vivenciando desde a rotina de pessoas com deficiência até mesmo conhecendo de perto a vida no campo. Assuntos como o problema dos lixões ou o uso de drogas também são abordados em diferentes aulas. De acordo com Rebeca Berger Barbalat, diretora executiva de marketing e produto da Positivo, a imersão favorece a aprendizagem dos alunos e estimula mudanças de comportamento, já que eles têm a possibilidade de conhecer diferentes realidades.

Dentro de cada aula temática, alunos e professores recebem acesso a um ambiente online, que reúne guias, conteúdos introdutórios, materiais de apoio e propostas de atividades. Após passar por um roteiro, eles são divididos em grupos para vivenciar uma experiência de imersão de até 5 minutos em um óculos de realidade virtual com um smartphone acoplado.

“A realidade virtual abre uma nova era dentro da educação. Todo mundo sabe que nada é igual a você presenciar uma situação, vivenciar uma experiência ou estar em algum lugar para conseguir aprender de forma muito mais efetiva. É diferente de você estar em uma sala de aula ouvindo o professor falar”, explica Guilherme Séder, gerente de inovação e produto da Positivo.

Mais do que chamar a atenção da turma por meio de uma tecnologia imersiva, Séder também afirma que a realidade virtual possibilita levar os alunos para espaços que muitas vezes seriam inviáveis fisicamente. “A gente quer fazer com que esses locais venham até esses estudantes”, conta. Segundo ele, isso ajuda a tornar o processo de aprendizagem mais dinâmico e fixar os conteúdos de uma forma mais eficiente.

Fonte: Porvir

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