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Raupp destaca vanguarda baiana na inauguração do Tecnocentro

Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Parque Tecnológico da Bahia está totalmente alinhado às novas diretrizes do desenvolvimento sustentável.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e o governador da Bahia, Jaques Wagner, inauguraram na manhã desta quarta-feira (19) o Tecnocentro, primeiro prédio do Parque Tecnológico da Bahia. O edifício envolve um investimento de mais de R$ 60 milhões, dos quais R$ 53,3 milhões são do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Em seu pronunciamento, o ministro Raupp destacou que o parque está totalmente alinhado às novas diretrizes do desenvolvimento sustentável. “O prédio do Tecnocentro foi construído de maneira sustentável, sintonizado com os elementos da nova economia”, observou.

Com projeto paisagístico que preserva espécies da Mata Atlântica em seu entorno, o Tecnocentro foi planejado para ser uma referência arquitetônica e ambiental. Seu sistema viário é feito com piso intertravado, que permite maior permeabilidade e aderência em relação ao asfalto, além de aumentar a absorção da água da chuva. A rede de energia elétrica foi equipada com postes de madeira de reflorestamento.

Vanguarda

“A Bahia está em posição de vanguarda com a inauguração deste empreendimento. É impossível pensar no desenvolvimento de um país sem investimentos em inovação e tecnologia”, afirmou Raupp durante a cerimônia, que teve a presença do secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, e dos secretários estaduais da Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, da Indústria e Comércio, James Correia, e da Educação, Osvaldo Barreto, entre outras autoridades.

Raupp destacou, ainda, que as empresas do local ganham sinergia em favor da capacitação tecnológica. “O governo cria uma oportunidade para as empresas entrarem no mercado, mas a iniciativa privada também precisa ‘apostar’, comprando produtos e serviços. As empresas de base tecnológica precisam deste apoio”, acrescentou. O Tecnocentro já abriga 16 instituições, entre incubadoras, institutos de pesquisa, universidades e empresas consolidadas como a americana IBM e a espanhola Indra.

“Ao criar uma cooperação entre as empresas e as universidades, o parque se torna um elemento concreto de incentivo ao estímulo a inovação”, definiu o titular do MCTI. Segundo ele, uma estrutura desse tipo é reconhecida mundialmente como o “lugar onde mais se ofertam empregos qualificados”. As áreas prioritárias para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e desenvolvimento pelas empresas do parque são biotecnologia, saúde, tecnologias da informação e da comunicação, energia e engenharia.

A reunião de institutos, empresas e universidades visa criar um ambiente favorável à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. A intenção é promover a cultura da inovação e do conhecimento, aplicado à criação de novos produtos e serviços e ao crescimento econômico da região onde está inserido. O empreendimento tem parceria com sete universidades federais, entre as quais a Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Alinhamento

Para o governador Jaques Wagner, o Brasil vive um momento de investimentos em tecnologia e é importante para o estado estar alinhado a esse novo contexto. “O parque é um espaço de criatividade e agregação de valor”, disse. “Essencial para tirarmos a Bahia da ótica agroexportadora e a inserirmos no setor de tecnologia de ponta. Não temos outro empreendimento similar a este em todo o Nordeste.”

Durante o evento de inauguração, o secretário Paulo Câmera anunciou a segunda etapa da obra, que inclui a construção do Complexo de Equipamentos Dinamizadores, com laboratórios especializados de biotecnologia, nanotecnologia e energias limpas, totalizando mais R$ 60 milhões de investimento. Nos laboratórios serão desenvolvidos projetos de pesquisa baseados nas vocações científicas do estado, focados na biodiversidade e no incentivo às atividades econômicas regionais.

Fonte: Ascom – MCTI

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