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Protec: Plano Brasil Maior tem pouco incentivo à inovação

A Protec (Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica) considera que o plano Brasil Maior, anunciado na última terça-feira pelo governo, traz poucos incentivos à inovação. A avaliação do diretor-geral da entidade, Roberto Nicolsky, é de que aumentar as linhas de financiamento do Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), trará poucos resultados concretos porque as empresas não vão pegar empréstimos para investir em inovação.

– O plano não tem nada que melhore a inovação. Empréstimo não é mecanismo para se alavancar inovação porque as empresas seriam financeiramente irresponsáveis se pegassem empréstimos para investir em segmento tão arriscado. Uma empresa com gestão sadia e bom senso não vai pegar empréstimo, que é um risco, para desenvolver um risco ainda maior, que é a tentativa de inovação tecnológica. Isso ela só faz com recursos próprios ou compartilhamento de fato pelo Estado, como é feito no mundo inteiro – afirmou.

O governo anunciou uma injeção de R$ 2 bilhões no Finep, que é controlado pelo ministério da Ciência e Tecnologia. Mas Nicolsky acha que esse dinheiro será usado mesmo para financiar capital de giro:

– As empresas estão usando esse recurso como capital de giro e não para fomentar a inovação. Aquela que consegue inovar por conta própria pega o dinheiro para financiar capital de giro. É um mecanismo que chove no molhado. Você dá para quem já não precisa mais. Ele apenas reduz o custo do capital de giro, mas o que falta ao Brasil é alavancar a inovação de forma ampla, dar coragem às empresas para investir nesse segmento.

Fonte: Portal O Globo

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