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Projeto Brasil ID aguarda verba da Finep para iniciar operação

O Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, o Brasil ID, aguarda a liberação de R$ 20 milhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para dar inicio à segunda fase do projeto piloto no próximo mês. A informação é do gerente de Projetos Estratégicos da Secretaria de Estado da Tributação do Governo do Rio Grande do Norte, Geraldo Marcelo Cabral de Souza, que representa o Encat – Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais, em palestra proferida na sede de Sindicado das Indústrias de Autopeças (Sindipeças), em São Paulo, nesta terça-feira, 31.

A verba servirá para pagamento de bolsa visando a formação de pessoal, para a aquisição dos equipamentos do projeto piloto e a contratação de um data center que hospedará o portal de troca de informações dos participantes iniciais. No futuro, o Brasil ID pretende contar com um data center próprio(veja mais detalhes em “links relacionados” abaixo).
O projeto contempla 16 estados, mas esse piloto inicial começara nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Maranhão, Pará e Amazonas, onde os postos fiscais contarão com antenas e equipamentos que fazem a leitura das etiquetas de RFID (identificação por radiofrequência). Serão cerca de 80 empresas e operadores logísticos, incluindo as dos setores de cigarro e combustível.
O projeto envolverá 54 portais de passe fiscal, 40 coletores de inspeção móvel, 604 antenas, 24 pontos de LPR, 5 mil transponders do Siniav – Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos, 5 mil transponders de lacre, um portal de identificação e classificação completo. O prazo de implantação é de 24 meses, com revisões semestrais.
Outro objetivo do projeto Brasil ID é incentivar a indústria nacional, desde a fabricação local de chips RFID até antenas, equipamentos leitores e desenvolvedores de software, poderão desenvolver aplicativos no modelo de apps, que ficarão disponíveis no portal do projeto.
Segundo Ricardo Ribeiro, gerente de negócios do Instituto Werhner Von Braun, de Campinas, responsável pelo desenvolvimento técnico do projeto, os padrões são abertos e genéricos, para que as empresas nacionais tenham condições de desenvolvimento e produção local. “Para que uma empresa possa participar ela terá que receber o selo do Brasil ID, inclusive as de desenvolvimento de software e operadores logísticos”, explicou.
Uma das operadoras logísticas que já aderiu ao Brasil ID é a Finnet, com sede em Alphaville, na Grande São Paulo, que faz para os clientes o desenho do fluxo de circulação de mercadorias e define os pontos de leitura e de rastreamento com base na combinação de RFID, além de disponibilizar a estrutura de leitores, chips e tráfego das informações.
No longo prazo, o projeto prevê que as informações estejam disponíveis desde a matéria prima ate o consumidor, que através de um celular ou outro dispositivo possa ter informações sobre determinado produto, da sua autenticidade, através da etiqueta, o que se convencionou chamar-se de “internet das coisas”.
Fonte: TI Inside

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