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Programa incentiva desenvolvimento de empreendedoras

Desde que a Ernst & Young Terco começou a realizar o prêmio Empreendedor do Ano no país, há 15 anos, a participação feminina sempre foi muita baixa, entre 2% e 3%. Não é surpresa, desse modo, que nenhuma mulher se consagrou vencedora até hoje.

Na opinião de Jorge Menegassi, CEO da consultoria para o Brasil e América do Sul, esse cenário pode ser entendido como um simples reflexo do que vemos na economia. No entanto, ele não considera essa discrepância normal e pretende ajudar a mudar essa realidade com a criação de um novo programa: o Winning Women, lançado hoje. O objetivo é reconhecer, identificar e acelerar o desenvolvimento de lideranças femininas. “Queremos que elas estejam bem preparadas, competitivas e à frente de negócios mais maduros”, explica.

A Ernst & Young Terco montou um conselho formado por 15 pessoas – majoritariamente executivas experientes e já bem-sucedidas. Elas vão eleger e orientar as empreendedoras para que estas consigam atingir seu pleno potencial. Os critérios para a escolha levam em conta o espírito empreendedor, crescimento, direcionamento estratégico, impacto na sociedade, inovação, integridade pessoal e influência da candidata.

O conselho indicará empreendedoras que se encaixem no perfil buscado pela companhia, mas as inscrições estão abertas a qualquer interessada que comande uma empresa de médio porte e esteja com dificuldade de crescer ou levar seu negócio a um novo patamar.

“Queremos descobrir talentos em todo o país, não apenas em São Paulo e no Rio. Daremos preferência também àquelas que atuem em segmentos onde as mulheres têm maior dificuldade para se estabelecer”, afirma Menegassi. Portanto, o programa espera ajudar companhias com negócios diversificados, e não apenas os “óbvios” como cosméticos e moda.

As 15 empreendedoras escolhidas serão acompanhadas por um ano e suas empresas passarão pelas quatro linhas de atuação da Ernst & Young Terco: auditoria, transações, impostos e consultoria. Com base nisso, será produzido um relatório com os ‘gaps’ e as oportunidades de melhoria de cada companhia.

Para Menegassi, o empreendedor muitas vezes gasta toda sua energia em seu produto e no cliente, e acaba não cuidando do entorno com a mesma atenção- o que pode ser fatal para a sobrevivência do negócio. “Vamos oferecer também coaching individual com as conselheiras e colocar nosso networking à disposição dessas mulheres. São pessoas que já passaram por todos esses ciclos e que podem contribuir ativamente para o sucesso de cada projeto”, ressalta.

O programa visa a construção e aperfeiçoamento de conceitos como branding, liderança, gestão e relacionamento. Mais do que a transformação na carreira e nas empresas das eleitas, o CEO destaca que a principal meta do Winning Women é intangível. Trata-se de criar exemplos e de inspirar empreendedoras de todo o país para que se motivem, busquem soluções e criem uma dinâmica de negócios diferente. “Além de homenagear essas lideranças femininas, nosso desejo é dar uma contribuição duradoura, que tenha impacto econômico e social”, diz o executivo.

O programa já está em seu quinto ano nos Estados Unidos e também já foi colocado em prática na Indonésia, África do Sul e Reino Unido. “É preciso que as mulheres tenham sonhos grandes e que saibam como transformá-los em realidade de forma rápida, segura e consistente”, afirma Menegassi.

Mais informações no site: www.ey.com.br/wwb

Fonte: Valor Econômico S.A.

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