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Profissional do futuro é atento, curioso e despreza a zona de conforto

Mais do que pensar nas demandas de TICs, o Brasil precisa pensar em profissionais com bases tecnológicas mais sólidas, que possam acompanhar a rápida evolução de um mundo cada vez mais digital. “As tecnologias se reconfiguram muito rapidamente e o profissional tem de ter os elementos básicos para se reconstruir ao longo da carreira”, pontua o CEO da Logicalis para a América Latina, Rodrigo Parreira.

O executivo lembra que o mundo vive uma das mais profundas transformações econômicas de base tecnológica. Automação, Inteligência Artificial, Computação Quântica, IoT, dentre outras tendências, classificam esse período, segundo analistas, como a quarta revolução industrial. Parreira observa que há um ambiente de clara fragmentação no mundo do trabalho.

Em artigo recente, o CEO da Logicalis América Latina disse que, “em tempos de Uber, vale a pena nos perguntarmos se há uma perspectiva nos empregos clássicos ou se estamos entrando em um ambiente no qual dominarão as tarefas, anunciadas e contratadas online. Pílulas de trabalho informal, muito específicas, que compõem projetos maiores e são baseadas em conhecimentos e competências limitadas àquela atividade.”

No texto, o executivo assinalou ainda que “é fundamental, hoje, por conta da transformação digital, entender a velocidade com que essas transições no mercado de trabalho acontecerão. Se a inovação tecnológica for muito mais rápida do que sua reacomodação, veremos consequências sociais e políticas graves nos próximos anos, com crescimento do desemprego e da exclusão. Poucos governos – a nível mundial e, em particular, na América Latina – parecem entender a natureza desse processo.”

À Agência Telebrasil, Rodrigo Parreira enumera uma qualidade para o profissional do futuro: o poder de síntese terá de ser maior do que o da análise, o que significa apostar na inovação, na criatividade e no novo para reconfigurar a tecnologia. “Acredito fortemente na convergência da tecnologia com o lado humano. Temos é que instigar a interação da melhor forma possível para criar o valor desejado.”

Os profissionais capacitáveis são, hoje, o objeto de consumo das empresas, sejam elas de TICs ou não, uma vez que, ao fim do dia, são eles que serão moldados para a construção dos negócios. Mas Parreira admite: profissionais capacitáveis, ou seja, aqueles que são uma boa matéria-prima para evolução, estão escassos, em especial, na América Latina. Assistam à entrevista com o CEO da Logicalis América Latina, Rodrigo Parreira.

Fonte: Convergência Digital

 

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