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Profissionais de TI decidem entrar em greve

Os profissionais de TI do estado de São Paulo decidiram entrar em greve devido ao não acerto do reajuste salarial com o sindicato patronal. A decisão foi tomada em assembleia realizada no última sábado, 12, na qual os trabalhadores também resolveram que realizarão ingresso de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Tecnologia da Informação do estado de São Paulo (Sindpd) a decisão a respeito da greve foi tomada de forma unânime pelos cerca de 1 mil profissionais que participaram do encontro.

De acordo com a lei de greve, o sindicato deve publicar anúncio em jornal de grande circulação para informar as empresas envolvidas com os serviços de TI. Após 72h da publicação, os trabalhadores podem dar início às paralisações, que podem ser pontuais ou generalizadas. Dessa forma, os profissionais tendem a declarar greve a partir desta sexta-feira, 18.

Ainda segundo a lei “é vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve, bem como a contratação de trabalhadores substitutos”. “Os empresários que estão dificultando a negociação precisam tomar cuidado porque as suas companhias serão as primeiras a serem atingidas. Esse é um compromisso do Sindpd”, reiterou Antonio Neto, presidente do Sindpd.

A negociação salarial dos trabalhadores de TI foi interrompida em janeiro depois de quatro rodadas de debates entre o sindicato patronal e o Sindpd. As principais reivindicações dos trabalhadores são 11,9% de aumento salarial – o que representa uma diminuição ante a pedida incial de reajuste de 13,4% –, além do desenvolvimento de plano de Participação em Lucros e Resultados (PLR), auxílio-refeição de 15 reais por dia e ampliação de pisos. O sindicato patronal, por sua vez, ofereceu até o momento um reajuste salarial de 6,47% e refutou todas as outras solicitações.

Fonte: TI Inside

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