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Precursor da computação, Alan Turing faria 100 anos

Um dos maiores nomes da área de tecnologia, o inglês Alan Turing completaria 100 anos hoje. Nascido em 1912, ele é considerado por cientistas e empresas de tecnologia como o pai da ciência computacional.

E o título não é à toa. Aos 24 anos, Turing, segundo seus biógrafos, criou uma máquina capaz de realizar cálculos matemáticos de forma autônoma e mais rápida que um ser humano. Ela usava um sistema que manipulava símbolos e regras, e foi chamada de Máquina Universal.

Com a sua invenção, Turing  provou aos cientistas da sua época que era possível criar máquinas para resolver questões em várias áreas. Por isso, foi taxado como o pai do algorítmo computacional, que, de certo modo, foi vital para a criação dos sistemas que usamos no dia a dia, como PCs, tablets e celulares, por exemplo.

Guerra – Tido como um gênio, Turing foi convocado pelo governo britânico para trabalhar no serviço de inteligência durante parte da Segunda Guerra Mundial. E a ele foi dada uma missão espinhosa: decifrar mensagens codificadas usadas pelo exército alemão.

Turing não só conseguiu decifrar várias das mensagens como elaborar, na época, um sistema computacional para decodificar códigos avançados do governo alemão. Chamada de Colossus, a engenhoca usava fitas de papel perfuradas para processar e desvendar as mensagens dos inimigos. Turing, portanto, foi de suma importância para a vitória dos ingleses e países aliados.

Além desses projetos, ele fez outros – e o sucesso deles o levou aos Estados Unidos, onde criou uma tecnologia para a troca de dados intercontinentais de forma segura.

Homossexualismo – Turing era homossexual e, na a época, o governo britânico considerava isto um crime e um grave problema social, ainda mais para quem prestava serviços militares.

A Inglaterra, então, abriu um processo criminal contra Turing. Além da humilhação, o cientista teve que aceitar à força um tratamento com hormônios – assim, dizia o governo inglês, ele poderia ser curado e ficar livre da prisão. Em 1954, o cientista – então com 42 anos – se envenenou com cianeto, um componente químico mortal.

Por muitos anos, o caso causou constrangimento ao governo inglês. Até que em 2009, o então primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, fez um pronunciamento para tratar do caso. Em nome da Inglaterra, ele se desculpou pelo massacre que arruinou e tirou a vida de Turing.

Por sua importância e contribuição, Turing ganhou hoje uma homenagem do Google. O Doodle, logo animado da empresa que homenageia personalidades de todas as áreas, exibe neste sábado uma alusão à maquina de Turing, um dos grandes projetos do cientista britânico.

Fonte: Info Exame

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