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Por segurança, Estados Unidos criam outra internet

O braço do Pentágono de pesquisas avançadas, o mesmo grupo creditado pelo desenvolvimento do sistema precursor da internet, de 1960, está trabalhando para aumentar as defesas dos EUA contra ataques online.

A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa, na sigla em inglês) está construindo uma espécie de campo de tiro virtual – uma réplica da internet onde os cientistas poderão testar se eles podem frustrar as temidas tentativas estrangeiras ou domésticas – de invadir as redes de informação do país.

Chamado de National Cyber Range, o projeto também irá ajudar o governo dos EUA a treinar “guerreiros online” e aperfeiçoar tecnologias avançadas para proteger sistemas de informação. A Reuters obteve informações de que a expectativa é que o National Cyber Range esteja completamente pronto e funcionando em meados de 2012, quatro anos depois que o Pentágono convocou empreiteiros para construir a rede. O projeto custou uma quantia estimada em US$ 130 milhões.

Ataque. Uma das três empresas envolvidas é a Lockheed Martin Corp, a fornecedora número um do Pentágono e que foi alvo de um ataque hacker no mês passado que a própria empresa classificou como “significante e tenaz”. A companhia, mais importante provedora de tecnologia do governo norte-americano, fechou um contrato de US$ 30,8 milhões em janeiro de 2010 para desenvolver o protótipo. O Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins fez um acordo parecido na época.

No próximos meses, a Darpa vai selecionar uma das duas empresas para operar os testes do protótipo durante um ano. A ideia é testar tecnologias como novos protocolos de rede e comunicações via satélite e frequência de rádio. Para isso, a rede de testes deve ser capaz de ser completamente restabelecida após um experimento – reconfigurando e expurgando todos os dados relacionados à memória, discos rígidos e dispositivos de armazenamento.

A Darpa também está trabalhando em outros três planos avançados de defesa online. Um, conhecido como Crash, procura projetar sistemas de computador que evoluem ao longo do tempo, tornando-os mais difíceis de serem atacados. O segundo, chamado de Cinder, iria ajudar a monitorar redes militares em busca de ameaças internas. E o Cyber Genome tem o objetivo de automatizar a descoberta, identificação e caracterização de ataques digitais.

O presidente Barack Obama pediu ao Congresso mais de US$ 250 milhões para financiar as iniciativas da Darpa para o próximo ano fiscal, o dobro do destinado à agência este ano.

Fonte: O Estado de São Paulo

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