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Plano Brasil Maior deve contemplar projetos de inovação, diz Gradin

A desoneração na folha de salários de indústrias que empregam muitos trabalhadores e o decreto que privilegia fabricantes nacionais em compras do governo – medidas contempladas no Plano Brasil Maior – podem beneficiar muitos setores produtivos da economia, mas deve ser concedido a empresas que têm projetos de inovação e tecnologia. A afirmação é do empresário Bernardo Gradin, sócio da Graal Participações, holding da família Gradin, e ex-presidente da Brakem. O executivo também é membro do Conselho Consultivo do Setor Privado da Câmara de Comércio Exterior (Conex).

“A desoneração pode significar sobrevivência para algumas indústrias, como as do setor calçadista, que têm enfrentado a forte concorrência dos produtos chineses”, diz Gradin. “Mas não se trata só de garantir a sobrevivência. A inovação gera indústria forte, que pode criar mais empregos e arrecadação de novos impostos”, afirma.

Gradin não menciona que indústrias devem ter prioridade no programa de incentivos. Mas ele declara que, no país, a política industrial não pode ser feita sem os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O executivo cita que o governo dos Estados Unidos incentivou a indústria de biocombustíveis, em 2006, com empréstimos e financiamentos a pesquisas. Em cinco anos, diz Gradin, o setor sucroalcooleiro americano, que produzia o equivalente à metade da produção brasileira em 2006, passou a representar o dobro do que o Brasil produz atualmente.

Fonte: Valor On Line

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