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Pesquisadores encontram similaridade entre Sistema Mineiro de Inovação e Centro de Biotecnologia em Boston

Um encontro realizado no início desta semana, em Boston (EUA), reuniu os vencedores do Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-Graduação, representantes do Governo de Minas, e o diretor do Centro de Excelência em Biotecnologia, Fernando Quezada.

O Centro presta assistência técnica e orientação de políticas públicas no desenvolvimento da biotecnologia para órgãos públicos e universidades nos EUA e no exterior. No encontro, o gestor da Unidade de Negócios do Sistema Mineiro de Inovação (Simi), Paulo Adriano Borges, apresentou algumas das ações que estão sendo desenvolvidas em Minas.
Paulo Adriano explicou que um dos papéis do Simi é promover maior interação entre universidade e empresa. “A proposta do Simi é estimular a realização de negócios dentro do ambiente de ciência e tecnologia, negócios de transferência de ciência e tecnologia, interações para cooperação de projetos de pesquisa, lançamento de novos produtos e apoiar a geração de novas patentes”.
Sobre o Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-Graduação, o gestor do Simi falou do o objetivo do embate entre equipes de alunos de mestrado e doutorado das 13 universidades públicas mineiras. “Queremos levar a esses estudantes de mestrado e doutorado um pouco da visão empresarial para que eles possam perceber isso no momento em que estiverem trabalhando com a tecnologia na bancada do laboratório. Muitos deles nunca tinham entrado em uma empresa privada”, disse.
A viagem da delegação mineira a Boston foi resultado do prêmio concedido pelo programa. Esta é uma ação do Governo de Minas, por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi) da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), com o apoio da Fiat e da Inventta.

Boston

O Centro de Excelência em Biotecnologia (BCEC) foi criado em 1985 com o objetivo de facilitar e ajudar na comercialização de tecnologias desenvolvidas por universidades.  Segundo Fernando Quezada, desde 1991, o Centro é uma organização privada sem fins lucrativos.
“Nossa idéia era criar condições habilitadoras dentro do estado para captar essas inovações. Hoje são 400 empresas na área de biotecnologia”, afirma. O BCEC, assim como o Simi, busca facilitar, criar o ambiente e reunir os elementos que podem adensar massa crítica para mercados promissores e, claro, de valor social. Essa também tem sido a premissa de diversos programas desenvolvidos pela Sectes, como os Polos de Inovação e os de Excelência, Arranjos Produtivos Locas, Programa de Incentivo à Inovação, Parques Tecnológicos e Editais Induzidos.
Todos esses programas e projetos têm sido fundamentais na construção de um ambiente de inovação, mostrando resultados extremamente positivos no diálogo entre academia, governo e empresas em Minas. Entre esses resultados estão a atração de empresas de alto conteúdo tecnológico e centros de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) de grandes organizações já estabelecidas no estado.
Fonte: Portal SECTES-MG de 14/02/2011