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Parque científico da Unicamp entra em operação no 2º semestre de 2012, prevê diretor da Inova Unicamp

Fruto de uma parceria entre a Unicamp e o governo de São Paulo, o Parque Científico da Universidade Estadual de Campinas deve entrar em operação no segundo semestre do próximo ano.

A estimativa é do professor Roberto Lotufo, diretor-executivo da Agência de Inovação Inova Unicamp, órgão responsável pela gestão do empreendimento.

Para ele, o projeto deve reforçar o pólo tecnológico de Campinas, onde já existem o parque tecnológico municipal e vários laboratórios de empresas de informática e de tecnologia da informação. Na região, há também uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e laboratórios farmacêuticos da área de produtos genéricos.

A Cameron do Brasil, uma das principais fornecedoras de equipamentos para exploração de óleo e gás da Petrobras, será a primeira empresa a se instalar no parque, segundo confirmações do professor Lotufo. Fechado em meados de agosto deste ano, o acordo prevê desembolsos de R$ 6 a R$ 7 milhões, por parte da Cameron, para a construção do centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e de compra de equipamentos.

O acordo da Cameron com a Unicamp é realizado em parceria com o grupo do Laboratório de Sistemas Marítimos e Risers (LabRiser), do Centro de Estudos de Petróleo (Cepetro), órgão criado no fim da década de 1980, com apoio da Petrobras. De olho na exploração do petróleo na camada pré-sal, a proposta é desenvolver uma espécie de amortecedor para reduzir a vibração em risers (duto que leva a produção de petróleo do fundo do mar até a plataforma), para garantir a integridade do equipamento e a segurança da produção, especialmente em águas profundas e ultra-profundas (pré-sal).

O objetivo do professor Lotufo é atrair outras empresas para o local. “Toda vocação do parque cientifico é para o desenvolvimento de projetos em parceria com empresas. As empresas interessadas podem procurar a Unicamp”, complementa. Segundo ele, o parque tecnológico da Unicamp tem espaço para abrigar a construção de até 20 centros empresariais de pesquisas e desenvolvimento.

Ao destacar a importância da Cameron no projeto, o diretor-executivo da Agência Inova Unicamp menciona que, além de ser fornecedora da Petrobras, a norte-americana tem acordos com universidades do Texas, o que estimula parcerias com a Unicamp e, paralelamente, mais a sua internacionalização.

“A Cameron identificou na Unicamp o potencial da unidade do Texas (na área de óleo e gás). E toda parceria com universidades internacionais vai no sentido de internacionalizar a Unicamp, que é uma meta da gestão da atual diretoria”, disse.

Investimentos totais – Os investimentos aplicados no parque, que dispõe de uma extensão de área de 100 mil metros quadrados no campus de Campinas, totalizam cerca de R$ 20 milhões. Desse total, R$ 7,5 milhões são aplicações do governo do estado de São Paulo; cerca de R$ 10 milhões do orçamento da Unicamp; e mais de R$ 2 milhões do caixa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). No projeto, a  Finep será a fonte financiadora do Laboratório de Inovação e Biocombustíveis (LIB), em fase de licitação.

Estímulos fiscais para o setor privado – O Parque Científico da Unicamp concede estímulos fiscais para empresas que estejam interessadas em investir no empreendimento. No pacote de estímulos, segundo Lotufo, consta, por exemplo, a retenção de ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias) que pode ser utilizada no abatimento de despesas, como na aquisição de equipamentos e na construção de laboratórios.

Dentre os projetos que compõem o Parque Científico da Unicamp destaca-se a ampliação do número de incubadoras de empresas de nove para 50 unidades, obra que deve consumir R$ 5,5 milhões. As obras do plano urbanístico do empreendimento que são estimadas em R$ 416 mil. E os investimentos de R$ 10 milhões do caixa da Unicamp para obras de infraestrutura e de saneamento básico.

Fonte: Jornal da Ciência

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