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Parceria de escolas do Brasil e do exterior amplia formação executiva

As parcerias entre escolas brasileiras e estrangeiras ampliam o leque de opções para os interessados em programas executivos e permitem às instituições atingir o padrão internacional de ensino e pesquisa, essencial para obter a graduação seis ou sete da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e que ajuda a nivelar os alunos brasileiros a qualquer colega no exterior.

Uma das campeãs nesse quesito no Brasil, a Fundação Getulio Vargas tem convênios cobrindo 32 países, com 75 acordos relacionados a MBAs. “Cada vez mais o aluno quer saber das outras culturas”, justifica Antonio de Freitas, pró-reitor da FGV.

Estão na lista desde programas mais tradicionais, como os de Harvard, até outros mais flexíveis, como os de Irvine, da Universidade da Califórnia, e da Universidade de Ohio, com todas ou parte das aulas cursadas no Brasil. “É uma forma de atender o aluno que não quer se ausentar muito tempo do país”, descreve Freitas.

Também estão em alta escolas como o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – ISCTE, de Lisboa, e a holandesa Maastrich, cuja oferta inclui curso a distância definido em torno da resolução de um problema real. Segundo Freitas, há alguns movimentos mais marcantes. Um deles é que as grandes universidades americanas buscam levar para os Estados Unidos os melhores alunos brasileiros, principalmente de áreas como economia e administração. “Eles oferecem a doutorandos bolsas de até US$ 5 mil”, diz Freitas.

Como a necessidade de internacionalização dos executivos cresce a cada dia, surgem novos programas voltados à imersão em outros mercados. A FGV trouxe para o Brasil o International Masters in Practicing Management (IMPM), realizado em conjunto por cinco instituições acadêmicas – além da brasileira, McGill (Canadá), Lancaster (Inglaterra), IIMB (Índia) e Renmin (China). “A meta é apresentar a pluriversalidade de forma menos assimétrica, para evitar a supremacia de uma linha acadêmica sobre as outras”, descreve Alexandre Faria, coordenador do programa no Brasil.

Um dos brasileiros que participou do programa é Paulo Motta, diretor da unidade de negócios cimento Brasil da Votorantim. Ele conta que um dos pontos fortes do curso é o compartilhamento de experiências com os demais participantes e a exposição a um grupo de culturas bem distintas. “Tivemos contato com a cultura, crenças, diferenças sociais e aspectos políticos de cada mercado. Éramos induzidos a desenvolver a obervação antes da ação”, descreve. Segundo ele, uma das etapas do programa foi conviver como sombra de um parceiro por uma semana – em casa, no trabalho – e ao final da semana ouvir seus comentários. “Isso não se encontra em cursos convencionais. O aprendizado aumenta à medida em que você está propenso a ouvir o outro e refletir sobre aquilo”, diz.

A ascensão dos países do Bric levou à formação do programa “Brics on Brics”, reunindo escolas de negócios dos quatro países do bloco – Fundação Dom Cabral (Brasil), Skolkovo (Rússia), Indian School of Business (Índia) e Fudan University (China). O objetivo é fazer com que os executivos conheçam cada país isoladamente e de forma integrada. O primeiro ciclo foi finalizado em junho com uma turma de 24 executivos, dos quais 18 brasileiros. “Além de professores, o programa trouxe executivos ‘ultra seniores’ de cada país. No Brasil, por exemplo, contamos com um vice-presidente do Pão de Açúcar”, descreve Aldemir Drummond, professor responsável pelo programa na FDC, que mantém também convênios com o instituto francês Insead e a americana Kellog.

Alberto Leite, diretor executivo da editora especializada em publicações segmentadas IT Midia, aproveitou o convênio da FDC com a Kellog para cumprir o programa “Skills, Tools & Competencies”, que incluiu um mês de aulas em Chicago com mais de 200 horas em um grupo formado por dirigentes brasileiros. “A troca de experiências com executivos de outros setores com os  mesmos desafios ajudou muito”, diz. O curso, segundo ele, colaborou não só com questões práticas, como a criação de uma nova plataforma transacional por telefone e internet, mas para a valorização de questões como a presença feminina na empresa, inexistente em alguns países, ou a necessidade de globalização da companhia.

Fonte: Valor Econômico

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