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Para pesquisador da Embrapa, não há como medir descarte de alimentos

O dado oficial é o que o Brasil descarta um terço do que produz, segundo a FAO, órgão da ONU para agricultura e alimentação. O valor incluiria tanto o que se perde na produção quanto o desperdiçado nas casas e nos restaurantes.

Para o pesquisador de tecnologia pós-colheita da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Murillo Freire Júnior, os dados são baseados em “estimativas isoladas e que não são verdadeiras”.

“Quando se faz uma estimativa de perdas na cadeia, tem que reportar ano, cultura usada, se é uma variedade melhorada, resistente, adaptada, se foi plantado no verão ou no inverno, quais os tratos culturais que sofreu, se foi irrigada, adubada, qual tipo de solo. Nada disso é abordado”, afirma.

O pesquisador faz parte de uma iniciativa que chegou ao Brasil em dezembro do ano passado, a Save Food Brasil, que quer construir uma rede para combater a perda e o desperdício de alimentos no país. O objetivo da ação está ligado ao da FAO, que estabeleceu a redução da perda em 50% até 2030.

O primeiro passo da rede, que já conta com website para compartilhar as boas práticas, é justamente desenvolver uma metodologia para medir o descarte. “Como eu posso dizer que vou reduzir perdas em 50% se eu não sei a quantidade que se perde?”

Folha – O que é a Save Food Brasil?
Murillo Freire Júnior – A Save Food Brasil é um programa da FAO, mundial, que está nos apoiando. A gente teve uma reunião em Brasília com o Ministério do Desenvolvimento Agrário porque algumas ações são papel do governo. A gente começou a conversar como poderia trabalhar em conjunto para subsidiar política pública.

Como surgiu a iniciativa Save Food?
A FAO abriu um edital para que quem estivesse trabalhando nessa área [de perda e desperdício] enviasse seus currículos porque eles iam fazer uma seleção para um grupo de trabalho sobre perdas para o Brasil e para outros países.

Fui selecionado para ir a uma reunião em outubro de 2014, no Chile, em Santiago. Foi o primeiro encontro das pessoas que estavam trabalhando com redução de perdas e desperdícios.

Nessa reunião, colocamos as situações dos vários países, fizemos a exposição do que acontece no Brasil. Foi criado um grupo de peritos em redução de perdas pós-colheita. Todos os participantes se tornaram membro desse grupo com a missão de trazer para os seus países o assunto e tentar colocar isso como política pública.

Como isso foi trazido para o Brasil?
Pensamos em montar uma rede de atores em que houvesse um fórum para discussão com todos os envolvidos que trabalham nisso. Com isso, foi criado um website, que foi o local que encontramos para colocar as experiências de sucesso, publicações, material técnico, notícias em geral, eventos, e fazer nesse site o fórum para discussão, lançado em maio de 2016.

O site tem seis meses de atuação, mais de 1.400 visitas únicas, mais de 90 citações na mídia, mais de 230 membros cadastrados de mais ou menos dez Estados brasileiros. Também tem organizações que se mobilizaram, que são parceiros e também quiseram participar.

A gente tem como meta fortalecer essa rede de atores em prol desse debate e de ações de política pública. Basicamente, a gente tem três eixos principais.

Um que a gente chama de governamental, que vai subsidiar políticas públicas e as ações que o governo tem que tomar. Um eixo que é de tecnologia, conhecimento e inovação, que entra academia, instituições de pesquisa, universidades e tudo mais.

E outro eixo importantíssimo, talvez um dos maiores, é o da comunicação que vai fazer esse contato, divulgação, facilitar o diálogo intersetorial para estabelecer parcerias, promover troca de experiência, discussões. Essa parte de comunicação, engajamento, é muito importante para que a gente vá adiante.

Qual a diferença entre perda e desperdício?
De maneira geral, perda é toda aquela quantidade de alimento que não chega ao consumo humano. São atos não intencionais que ocorrem em toda a cadeia de produção, desde o pré-plantio até o consumidor, por falta de infraestrutura.

Entra aí o fato de a pessoa plantar em época errada, variedade errada, trato cultural, adubo, doenças, manuseio pós-colheita, embalagem, armazenamento, logística, transporte e chegada ao supermercado.

Desperdício é mais o final da cadeia, quando intencionalmente se joga fora algo já foi produzido. Isso tem impacto muito grande no uso da terra, da energia, da água, na emissão de gases metano, CO2.

É desperdício aqueles produtos feios, não comercializados porque não tem padrão comercial, que estão para vencer, mas que apresentam as condições, jogados fora nos restaurantes, em casa. É um problema mais de conscientização do consumidor.

É algo complexo porque envolve hábitos do consumidor. Envolve também indústrias. Por exemplo, jogo fora quase toda a semana pão de forma porque moro sozinho, só tem de 20 fatias. Eu consumo a metade e o resto, ou vence ou dá mofo e acabo jogando fora. Por que o mercado não faz embalagens individuais, para famílias pequenas?

Quanto se estima de perda e desperdício no país?
Nem a FAO tem uma metodologia padrão. Até questionando todos esses dados que a FAO diz, isso é baseado, às vezes, em estimativas isoladas e que não são verdadeiras.

Quando se faz uma estimativa de perdas na cadeia, tem que reportar ano, cultura usada, se é uma variedade melhorada, resistente, adaptada, se foi plantado no verão ou no inverno, quais os tratos culturais que sofreu, se foi irrigada, adubada, qual tipo de solo.

Nada disso é abordado, então todos esses dados produzidos são estimativas chutadas, sem base técnica. Foi até colocado no evento [de lançamento] porque, quando se diz que o Brasil perde 30% das frutas, cadê esses 30%? Não se acha em lugar nenhum.

A imprensa gosta de números para impactar, mas não há uma metodologia para avaliação de perda e desperdício, metodologia aprovada, estandardizada. Esses dados são chutados, estimados e muitas vezes do interesse de quem coloca.

Sem números, qual vai ser a estratégia para conscientização da população?
Através de programas e projetos que possam fazer essa avaliação. É primeiro trabalhando nessa metodologia para ter dados reais. Como eu posso dizer que vou reduzir perdas em 50% se eu não sei a quantidade que se perde?

Fonte: Folha de São Paulo

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