+55 (61) 9 7400-2446

Notícias

Países emergentes são mais rápidos em aceitar a consumerização de TI, diz estudo

A Dell e a Intel acabam de divulgar no Brasil os dados de uma pesquisa encomendada à TNS Global Research, intitulada Força de Trabalho em Evolução, para avaliar os desafios atuais de TI no ambiente de trabalho, bem como para prever algumas tendências-chave que moldarão como a TI suportará a força de trabalho nos próximos anos. Os resultados mostram uma mudança de atitude em relação ao uso de tecnologias voltadas ao consumidor no local de trabalho, assim como uma forte correlação entre a qualidade das tecnologias fornecidas e suportadas pelos empregadores e a satisfação, motivação e produtividade do funcionário.

Com base nas respostas de 8.360 entrevistas com funcionários no mundo todo, o relatório destaca as atitudes de funcionários em relação às novas práticas de trabalho, novas abordagens para medir a produtividade, inovação liderada pelo funcionário e possíveis diferenças entre trabalhadores com diferentes níveis de conhecimento tecnológico. Entre as principais descobertas, estão:

  • Emergentes versus desenvolvidos: os países emergentes parecem ser muito mais abertos às mudanças impulsionadas pela tecnologia no ambiente de trabalho. Organizações no Brasil (50%), China (59%) e México (57%) estão bem à frente do Reino Unido (27%), França (28%) e EUA (29%) na oferta de tecnologia aos seus funcionários. Os funcionários no México (83%) e Brasil (76%) são mais positivos em relação às mudanças nas práticas comerciais impulsionadas pela tecnologia e à internet na comparação com os britânicos (43%) e americanos (46%)
  • Escolha de tecnologia: mais de quatro em dez funcionários hoje têm capacidade para influenciar a escolha da tecnologia fornecida por seu empregador. Isso prevalece mais no setor privado (45%) do que no setor público (32%). Seis a cada dez funcionários ao redor do mundo seriam mais satisfeitos se pudessem escolher suas próprias tecnologias. A interoperabilidade está se tornando rapidamente uma regra, com 59% dos funcionários capazes de compartilhar dados entre todos os seus dispositivos.
  • Tecnologia como um solucionador de problemas: mais de 80% dos funcionários aceitam a contribuição da tecnologia como solução de problemas, embora haja uma disparidade significativa em atitudes entre verticais, com 87% de engenheiros e profissionais da imprensa exaltando as capacidades para solução de problemas versus 67% em serviços de emergência e forças armadas.
  • Flexível versus remoto: em comparação ao desejo por horários de trabalho flexíveis (61%), a possibilidade de trabalhar de forma remota é considerada menos importante, sendo que 45% dos entrevistados concordam que isso pode aumentar a produtividade. O contato pessoal é ainda muito importante para muitos funcionários – um terço dos trabalhadores globais acredita que trabalhar remotamente é “destruir o espírito de equipe no local de trabalho.
  • Produção, não horas: mais de 60% dos funcionários querem ser medidos pela qualidade do trabalho que realizam, e não pelo período de tempo que passam no escritório. Talvez isso seja parcialmente impulsionado pela falta de clareza do período de trabalho vivenciado pela maioria dos funcionários – menos de dois terços dos funcionários acham que podem fazer seu trabalho no horário tradicional das 9h às 17 horas.

No caso específico do Brasil, 55% dos trabalhadores afirmam que atualmente usam as últimas tecnologias em seu local de trabalho, mas 82% esperam usá-las nos próximos dez anos. Setenta e oito por cento dos brasileiros acreditam que têm flexibilidade no horário de trabalho e que isso leva a um aumento de produtividade. Quase oito em dez trabalhadores brasileiros se sentem ameaçados pela pressão constante de se manterem atualizados sobre a mais recente tecnologia no local de trabalho. A rápida expansão comercial do Brasil não parece ter sido sustentada com investimento em seu setor público, e os entrevistados do setor público disseram em “alto e bom tom” que é preciso que seus empregadores façam mais para ficarem à altura da adoção entusiástica de novas tecnologias e novas formas de trabalho do setor privado.

Fonte: TI Inside

Próximos Eventos