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ONU e Anatel discutem participação da mulher no setor de tecnologia

A Organização das Nações Unidas (ONU), Anatel e a escola de tecnologia Happy Code promoveram, nesta terça-feira, 25, em Brasília, o evento mundial de inclusão de mulheres na área de Tecnologia da Informação. De acordo com a coordenadora de inclusão digital da União Internacional de Telecomunicações (UIT/ONU), Carla Brandão, o objetivo é despertar o interesse de meninas para o segmento de tecnologia na qual cerca de 70% da força de trabalho é composta por homens.

“Nestes eventos, nós convidamos as mulheres que atuam na área para dar depoimentos, fazer palestras para as jovens que estão no ensino médio. Queremos despertar o interesse e mostrar que a tecnologia também pode ser um espaço para o público feminino”, comenta a coordenadora. Para ela, o ideal é que se tenha um equilíbrio entre homens e mulheres na força de trabalho do setor de tecnologia.

No evento desta quarta-feira, 25, realizado na escola pública Setor Leste, 48 meninas de 17 anos participaram da palestra proferida por Annaelize Shulz, aluna do curso de computação da Universidade de Brasília e professora de tecnologia da Happy Code. Em sua apresentação, a professora destacou que “é preciso mudar a cultura de que a tecnologia é coisa para o universo masculino. Não adianta a mulher se envolver na tecnologia somente como consumidora. Vivemos em uma sociedade em que o homem é criado jogando videogame, desde cedo já tem contato com a tecnologia. E a mulher criada para brincar de boneca. Os homens são criados para ter coragem e determinação. As mulheres não têm coragem. Então se intimidam e não vão para a área que não têm familiaridade.”

Amélia Alves, ouvidora da Anatel, diz que a mudança de cenário passa pela educação. “Eventos como este da ONU/UIT, apoiados pela Anatel, são um importante passo. Mas é preciso fazer mais. Alterar as grades curriculares do ensino médio e fundamental, inserindo a disciplina de tecnologia é um passo importante”, afirmou. Segundo Alves, a Ouvidoria da agência enviará uma carta aos dirigentes de empresas de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC) e prestadoras de serviços de telecomunicações para incentivar a causa junto às autoridades estaduais e nacionais, no sentido de alterar a grade curricular de ensino.

Fonte: Teletime (adaptado)

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