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O que torna uma cidade inteligente?

Alguns dirão que uma Smart City é um lugar aonde dispositivos IoT e outras engenhocas tecnológicas são usadas para melhorar a eficiência da cidade, seja otimizando seus processos de gestão ou alcançando notas altas sobre sustentabilidade ambiental.

Outros dirão que uma Cidade Inteligente é aquela que usa seus recursos eficientemente para fornecer uma alta qualidade de vida para seus cidadãos. Em contra partida, ainda poderia se dizer que uma Smart City é aquela em que qualquer informação que eu precisar estará disponível na ponta dos dedos ou em melhores palavras, nas telas do meu telefone, para permitir tomar decisões melhores e mais rápidas.

Embora a maioria dos conceitos acima se apliquem a uma Cidade Inteligente, algo fundamental está faltando nessas definições. Cidades Inteligentes precisam ser resilientes. Ser resiliente pode ser genericamente definido como a capacidade de rápida recuperação após situações de grave calamidade. Por exemplo, em uma cidade, um terremoto, um tsunami ou um furacão podem causar falta de energia ou água, danos estruturais a edifícios, pontes e estradas, trazendo como consequência problemas logísticos para levar comida às pessoas ou suprimentos médicos para os serviços de saúde. Ao longo dos anos, a maioria das cidades foram elaborando planos para superar algumas dessas situações inquietantes. No entanto, estes planos baseiam-se em eventos que as cidades já experimentaram no passado. Mas o que fazer se um evento for imprevisível?

COVID-19 é o exemplo atual, onde uma cidade deve ser resiliente. Apesar do alerta de alguns estudiosos, esse era um evento para o qual não havia planos. Como então, uma cidade pode se recuperar rapidamente da crise econômica causada pela pandemia?

A resposta reside na boa governança para permitir a tomada de decisões rápidas e adequadas. Isso é vital para uma rápida e adequada recuperação. E a tecnologia é a grande aliada das cidades para superar as dificuldades advindas desse evento.

A famosa Costa do Sol na Espanha mediterrânea, é um exemplo aonde o turismo   tem sido o principal motor de economia local. Por isso, a quarentena teve um efeito devastador sobre essa região. Mesmo após a redução das restrições, turistas demoraram a voltar e estavam evitando espaços públicos, e a recuperação econômica não decolou como deveria. Houve a necessidade de reagir rapidamente e garantir aos visitantes que as cidades da Costa do Sol poderiam oferecer acesso controlado às praias, para garantir o distanciamento social, e evitar aglomerações.

Com base nessas necessidades e evidências, a Wellness Tech Group, empresa espanhola especializada em tecnologias para Smart City, passou a oferecer diversas soluções para enfrentar o problema e permitir a implantação de uma área turística segura. Criou para isso o conceito de Smart Beach.

Segundo César Yllera Conde, Diretor de Novos Negócios da Wellness TechGroup, entre muitas funcionalidades possíveis, uma Praia de Smart teria câmeras para avaliar o trânsito de pessoas. Essas câmaras permitem identificar previamente as condições que poderiam causar aglomeração e informar antecipadamente as autoridades municipais para que elas possam tomar medidas de precaução e assim evitar o   excesso de público, garantindo um mínimo de distanciamento social para os banhistas.  Outra solução da empresa é uma Cerca Inteligente, capaz de detectar movimentos e invasões das pessoas em áreas restritas. Assim, sempre que houver uma invasão no perímetro de segurança, as ações de fiscalização são desencadeadas.

Os sistemas de iluminação pública da empresa, permitem coordenar o trânsito das pessoas na rua e passarelas, indicando o caminho a seguir através de zonas iluminadas ou escuras, possibilitando um fluxo unidirecional seguro para que estiver nas áreas turísticas.  Um sistema de WiFi de acesso público, pode alimentar os aplicativos dos celulares, com informação em tempo real sobre a qualidade e temperatura da água do mar, as localizações de banheiro e chuveiro públicos ou a disponibilidade de vagas de estacionamento.  Um sistema de Alto falantes pode informar imediatamente sobre ocorrências importantes, fornecendo orientações aos visitantes.

Através da Espanha, regiões como “Costa do Sol”, Valência, Catalunha e Andaluzia já estão adotando uma variedade de soluções inteligentes para se tornarem mais resilientes. Serviços de reserva por celular, garantem ao turista que a ocupação nos restaurantes está dentro das diretrizes de restrições do COVID-19. A Cidade de San Xenxo na região da Galícia está salvando turistas de afogamentos, usando drones para levar rapidamente uma boia salva-vidas para banhista em apuros. As possibilidades são ilimitadas.

Embora extremamente disruptiva para as pessoas e para a economia mundial, a pandemia de COVID-19 está nos trazendo grandes aprendizados. Começa uma maior conscientização dos governos para utilizar tecnologias inovadoras com a finalidade de rapidamente trazer benefícios aos cidadãos e as comunidades.  Por isso, utilizar tecnologia adequada e aplicar princípios saudáveis de governança, são dois elementos críticos para a implantação de uma Cidade Inteligente bem-sucedida, sustentável e resiliente.

Cidades que adotarem esses dois princípios básicos, estarão sem dúvida mais preparadas para serem resilientes para enfrentar qualquer novo evento catastrófico imprevisível em seu futuro.

Fonte: TI Inside

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