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O futuro está chegando, mas será que estamos prontos?

Há mais de 40 anos, Alvin Toffler, escritor que se transformou num dos primeiros futuristas, alertou que o ritmo acelerado da mudança tecnológica logo deixaria todo mundo doente. Ele chamou a doença de “choque do futuro”, o qual descreveu em seu totêmico livro de mesmo nome, publicado em 1970.

Na cunhagem de Toffler, o choque do futuro não era simplesmente uma metáfora de nossas dificuldades de lidar com coisas novas. Era um verdadeiro mal-estar psicológico, a “desorientação estonteante trazida pela chegada prematura do futuro”. E “a menos que etapas inteligentes sejam adotadas para combatê-la, milhões de seres humanos se verão cada vez mais desorientados, cada vez mais incompetentes para lidar racionalmente com seus ambientes”.

Toffler morreu recentemente aos 87 anos. É apropriado que sua morte tenha ocorrido em um período de semanas caracterizado por um exemplo de loucura atrás da outra: paroxismo geopolítico marcado pelos atentados do Estado Islâmico, “Brexit”, boatos de Mike Tyson assumindo o palco em uma convenção política nacional e um automóvel Tesla pilotado por computador batendo numa antiquada carreta. Seria fácil atribuir qualquer um desses eventos ao choque do futuro.

Entretanto ao reler o livro de Toffler, como fiz há pouco tempo, parece claro que, em grande medida, seu diagnóstico se comprovou, com crises locais e globais nascendo diariamente de nossa incapacidade coletiva de lidar com a mudança ainda mais veloz.

Em todo lugar, a tecnologia está alterando o mundo: a mídia social está subordinando o jornalismo, a política e até mesmo as organizações terroristas. A desigualdade, em parte impelida pela globalização estimulada pela tecnologia, criou pânico econômico em boa parte do mundo ocidental. Governos nacionais estão em uma guerra de movimentos lentos pelo domínio de um punhado das corporações mais poderosas que o mundo já viu – todas elas do setor de tecnologia.

Porém, ainda que essas mudanças e outras maiores apenas estejam começando – estão chegando a inteligência artificial, manipulação genética, drones, realidade virtual melhor e sistema de transportes movido a bateria –, o futurismo caiu em desgraça. Mesmo enquanto o ritmo da tecnologia continua aumentando, nós não desenvolvemos muitas maneiras boas, enquanto sociedade, para pensar na mudança em longo prazo.

Veja o noticiário: a política se tornou frustrantemente tacanha e míope. Não ficamos melhores no reconhecimento de ameaças e oportunidades que vemos surgir além do horizonte da eleição norte-americana. Enquanto estradas, pontes, redes de banda larga e outras partes vitais da infraestrutura estão desmoronando, os governos, principalmente o americano, se tornaram negligentes na reconstrução das coisas – “um fracasso quase total de nossas instituições políticas para investir no futuro”, como descreveu há pouco tempo a escritora Elizabeth Drew.

De muitas maneiras importantes, é quase como se nós, coletivamente, tivéssemos parado de planejar para o futuro. Em vez disso, estamos meio que quicando no presente, presos nos faróis dianteiros de um amanhã empurrado por algumas grandes empresas e modelado pela lógica inescapável da hipereficiência – um futuro que se dirige diretamente para nós. Não se trata apenas de um choque do futuro; agora sofremos de cegueira do futuro.

“Não conheço mais muitas pessoas cuja busca diária é o estudo acadêmico do futuro”, diz Amy Webb, futurista que fundou o Future Today Institute, empresa de previsões.

Não precisava ser assim. Nas décadas de 1950, 60 e 70, enquanto o governo dos Estados Unidos começava a gastar grandes somas na Guerra Fria, os futuristas se tornaram os altos sacerdotes do amanhã. A previsão se institucionalizou; institutos de pesquisa como RAND, SRI e MITRE trabalhavam em projeções a longo prazo sobre tecnologia, política global e armamento, e os líderes mundiais e as empresas levavam suas previsões tão a sério quanto as notícias do dia.

Em 1972, o governo norte-americano chegou a abençoar o emergente campo do futurismo com uma nova agência de pesquisa, o Gabinete de Avaliação de Tecnologia, ligado ao Congresso, que revisava projetos de lei quanto a seus efeitos a longo prazo. Os futuristas estavam otimistas em relação ao interesse dos políticos no porvir.

“Os congressistas e seus gabinetes estão procurando formas de tornar o governo mais antecipatório”, Edward Cornish, presidente da World Future Society, declarou a um repórter em 1978. “Eles estão começando a perceber que a legislação permanecerá nos livros por 25 ou 50 anos antes de ser revista, e querem ter certeza de que os atos de agora não tenham impacto adverso daqui a muitos anos.”

Desde a década de 1980, no entanto, o futurismo caiu em desgraça. Para começar, ele foi derrotado pelos marqueteiros.

“‘Futurista’ sempre soou como um termo esquisito e inventado de ficção científica”, diz Amy, ainda que em seus primeiros anos, as pessoas estivessem fazendo pesquisa profunda e matizada sobre como os vários movimentos tecnológicos e sociais dariam nova forma ao mundo.

A reputação de charlatanice do futurismo se tornou autorrealizável à medida que as pessoas que se chamavam de futuristas começaram a fazer e a vender previsões sobre produtos e a circular pelo circuito de conferências para promovê-los. O pensamento a longo prazo ficou associado ao tipo de guru da nova era que vai a TED e Davos, atendendo por nomes como Shingy e Faith Popcorn. O futurismo virou uma piada, não ciência.

O fim da Guerra Fria e a ascensão de interesses político partidários também mudaram a forma pela qual os legisladores viam a utilidade de examinar o futuro. Durante o governo Reagan, muitas pessoas de direita começaram a ver o governo como a causa da maioria das enfermidades nacionais. A ideia de que o governo poderia fazer algo tão difícil quanto prever o futuro passou a ser vista como um desperdício ridículo de dinheiro.

Newt Gingrich é um antigo fã de ficção científica – ele quer construir uma base lunar. Mas quando Gingrich (Partido Republicano, Geórgia) se tornou presidente da Câmara dos Deputados em 1995, ele rapidamente fechou o Gabinete de Avaliação de Tecnologia. O governo não tinha mais lugar para os futuristas, e toda decisão sobre o futuro era encarada pela perspectiva imperdoável da política partidária.

Decerto, o futuro não para de vir só porque você deixa de se planejar para ele. A mudança tecnológica só fez se acelerar desde a década de 1990. Apesar de questões quanto ao seu impacto na economia, parece não haver dúvidas de que os progressos em equipamentos, programas e biomedicina levaram a mudanças sísmicas na maneira pela qual o mundo vive e trabalha – e continuarão a fazer isso.

Ainda assim, sem solicitar conselhos de uma classe de profissionais encarregada de pensar sistematicamente sobre o futuro, nós corremos o risco de colidir impetuosamente com o amanhã, e sem planos.

“É ridículo que os Estados Unidos sejam uma das únicas nações do nosso tamanho e escopo do mundo que não tenha um organismo dedicado à pesquisa não partidária rigorosa sobre o futuro. É loucura não fazermos isso”, afirma Amy.

Ou, como Toffler escreveu em “Choque do Futuro”, “a mudança vem como uma avalanche sobre as nossas cabeças e a maioria das pessoas está grotescamente despreparada para lidar com ela”.

Fonte: O Estado de São Paulo

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