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Novos parâmetros para contratos de provedores irão melhorar qualidade, garante Telebrás

Após realizar uma consulta pública sobre os contratos que serão assinados com os provedores de Internet para iniciar efetivamente o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), a Telebrás resolveu alterar os parâmetros previstos no projeto original. Em uma primeira interpretação, a estatal flexibilizou as regras permitindo que os provedores tenham mais do que 10 clientes por cada link contratado, o que poderia comprometer a qualidade da velocidade entregue ao consumidor final. Mas, segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, a mudança trará muitos benefícios por conta de um elemento até então não revelado.

Santanna admitiu que o projeto original foi alterado por conta de diversos pedidos de flexibilização dos contratos apresentados pelos provedores. Mas, no processo de mudança das regras, os provedores teriam concordado em adotar um parâmetro externo de controle de qualidade das conexões. E o sistema escolhido pela estatal, garante o presidente, acabará sendo bem mais rígido com relação ao controle de qualidade da velocidade comercializada. Tratam-se de referência novas, ainda não divulgadas publicamente, estabelecidas em uma parceria entre o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e o Inmetro.

O parâmetro mais importante – e que acabou tornando desnecessária a limitação do número de clientes por cada link – é o que exige que os provedores entreguem de fato aos consumidores pelo menos 20% da banda de tráfego contratado na rede. Ou seja, se o link contratado foi de 1 Mbps, o provedor só poderá ter cinco consumidores conectados simultaneamente para cumprir o parâmetro de qualidade estabelecido pelo Inmetro.

“Na verdade, o novo acordo irá melhorar o desempenho da navegação ao invés de prejudicá-lo, como pode se pensar por conta do fim da limitação do número de clientes. Tiramos a limitação porque ela não é mais necessária já que o provedor terá que assegurar sempre uma entrega mínima de velocidade”, explicou Santanna. O controle dessa oferta mínima também trará uma outra novidade para os contratos. A Telebrás só assinará acordos com os provedores que aceitarem instalar um equipamento de monitoramento da velocidade de provimento.

Este equipamento também foi desenvolvido no convênio entre o CGI.br e o Inmetro e tem tecnologia nacional (existem outros modelos no mercado, de fabricantes estrangeiros). Ele consiste em um aparelho colocado nos servidores e nos locais que contrataram os serviços para monitoram a qualidade tanto da velocidade de saída quanto de chegada da Internet em banda larga que será comercializada dentro dos contratos do PNBL.

Com a regra de entrega mínima de 20% associada ao sistema de monitoramento, Santanna acredita que a Internet oferecida por meio da rede Telebrás poderá ter qualidade acima da média praticada no mercado. Hoje, as empresas de telecomunicações assegurem apenas 10% da velocidade contratada pelo cliente por contrato, índice que acaba tornando a experiência de navegação dos consumidores muito distante do esperado ao contratar o serviço. Além do parâmetro da entrega mínima, o sistema de avaliação da qualidade desenvolvido pelo Inmetro contém mais uma dezena de referências técnicas que deverão ser seguidas pelos provedores que contratarem a rede da Telebrás.

Fonte: Teletime