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Novas disciplinas atraem os jovens mais antenados

O carioca Danilo Boavista da Cunha, 19 anos, estava ainda na 7ª série quando escolheu a futura carreira. “Li uma reportagem sobre possíveis aplicações práticas da nanotecnologia e fiquei fascinado com a ideia de lidar com o desenvolvimento de materiais que nem conseguimos enxergar de tão pequenos. Naquele momento decidi que essa seria a minha profissão”, descreve. Ele imaginava que teria de estudar no exterior para cumprir o plano, mas tudo ficou mais fácil no ano passado, quando a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lançou a primeira graduação em nanotecnologia do país. Danilo se tornou um dos 50 aprovados – 35 rapazes e 15 moças – da primeira turma, dividida entre os campi do Fundão e de Xerém. Depois do primeiro ano de aulas, baseadas em conhecimentos de física e matemática, ele demonstra estar ainda mais empolgado com a escolha. “As pessoas imaginam que estamos falando de ficção científica, mas são coisas que já fazem parte da vida de todos e farão cada vez mais.”

Fonte: Jornal Valor Econômico de 23/02/2011