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“Nós, homens, criamos os robôs à nossa semelhança. Portanto eles não são e não serão perfeitos”

O presidente da Dell, Michael Dell, aproveitou o Dell Technology World, realizado de 30 a 03 de maio, em Las Vegas, para marcar posição: a tecnologia pode servir ao bem e homens e máquinas não podem ser adversários, eles devem e precisam ser parceiros para avançarem. “Um não existirá sem o outro”, profetizou. A brasileira Patrícia Florissi, CTO global da Dell, endossa a visão, mas adverte: “Nós, homens, criamos os robôs à nossa semelhança. Portanto eles não são e não serão perfeitos. Mas é justo o homem ficar paranoico. Devemos ficar. Se não ficarmos, vamos morrer afogados no avanço da tecnologia”.

A humanização dos robôs, pontua Patrícia Florissi, está acontecendo e o ambiente de trabalho terá cada vez mais robôs, como, hoje, temos o tablet, o celular como meio de trabalho. “Não podemos pensar em homens e máquinas como seres distintos. Um depende do outro. Ainda há muito por evoluir e a inovação vai nos mostrar”, acrescenta a CTO Global da Dell. O risco de perder empregos é real, e cabe ao homem ficar paranoico, sim, para evitar morrer afogado. “Mas essa é uma reação que está acontecendo ao longo da história. O homem está sempre sendo desafiado a se superar. Se empregos vão acabar com os robôs, outros serão criados”, preconiza.

Em entrevista aos jornalistas brasileiros presentes ao Dell World Technologies, Patrícia Florissi destaca que o desafio da era digital é o da monetização dos dados. “Como o universo ‘real’, onde há forças regulando os movimentos do planeta, na era digital, há também a regulação das forças dos dados, que ainda não conhecemos e não entendemos na plenitude”, diz.

As oito forças enumeradas por Patrícia Florissi, que estão ou vão mudar o mundo, são: Internet das Coisas; Inteligência Artificial, com o machine learning e a deep learning; realidade virtual, a arquitetura de big data, que deixou de ser o centro de dados para ser orientado a dados; o 5G, que terá o poder da conectividade das coisas para atender a demanda de IoT, blockchain, computação quântica e os acelerators, que começaram em games e se tornaram uma realidade aumentada.

São essas forças que mobilizam as companhias a entender o futuro, a construir o ecossistema do futuro, acrescentou Patrícia Florissi. “Mas não são as únicas e uma pode impactar na outra, elas podem ser complementadas e interagem entre si, o que pode levar, inclusive, para a criação de outras forças. A beleza de pensar o futuro é exatamente essa”, completa a CTO da Dell.

*Ana Paula Lobo viajou a Las Vegas para o Dell Technologies World a convite da Dell Brasil

Fonte: Convergência Digital

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