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No Brasil, pais não diagnosticam a Internet como um risco

Entre crianças e adolescentes de 9 a 16 anos, 70% possuem o próprio perfil numa rede social no Brasil, revela a primeira pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada pelo Comitê Gestor da Internet e divulgada nesta terça-feira, 02/10. A pesquisa é resultado de um acordo entre o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) e a London School of Economics (LSE) para trazer para o Brasil a metodologia utilizada na pesquisa europeia EU Kids Online.

O levantamento constata que a presença das crianças e adolescentes brasileiros nessas redes aumenta de acordo com a faixa etária: 42% dos usuários de 9 a 10 anos têm o próprio perfil, proporção que alcança 83% na faixa etária de 15 a 16 anos. “Chama atenção o fato do uso das redes sociais no Brasil superar o uso na Europa entre crianças nessa faixa etária, onde o uso atinge 57%”, declara Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br. 

Entre os que possuem o próprio perfil, 42% são privados, configurado de forma que apenas os amigos consigam visualizá-lo. Outros 31% permitem que contatos dos seus amigos também possam visualizar seu perfil, ou seja, é parcialmente privado. Ainda, 25% possuem perfis públicos, que podem ser visualizados por qualquer pessoa. Apenas 2% desconhecem a configuração do perfil na rede social.

Além disso, 54% dos usuários de Internet declaram que sabem mudar as configurações de privacidade no perfil de rede social. 59% sabem bloquear as mensagens de uma pessoa e 44% declara ser capaz de bloquear spam. Já em relação a questões mais complexas, 55% declararam saber encontrar informações sobre como usar a Internet com segurança e 41% sabem comparar diferentes sítios para verificar se as informações são verdadeiras, o que aponta para os desafios de um uso seguro da rede.

Outro indicador demonstra que 23% dos usuários de Internet de 11 a 16 anos já tiveram contato na Internet com alguém que não conhecia pessoalmente. Entre os que fizeram esse contato, cerca de um quarto declarou ter encontrado pessoalmente alguém que conheceu primeiro na Internet. Em relação às experiências vividas pelas crianças e adolescentes, 22% declarou ter passado por alguma situação de incômodo ou chateação nos últimos 12 meses. Entre esses, praticamente metade (47%) declarou que esse tipo de situação aconteceu na Internet. 

Percepção do uso da Internet de crianças e adolescentes pelos pais ou responsáveis

37% dos pais/responsáveis acreditam que não é nada provável que seu filho passe por alguma situação de incômodo ou constrangimento na Internet nos próximos seis meses; 71% dos pais/responsáveis creem que os filhos usem a Internet com segurança e 35% acham que os filhos são suficientemente capazes de lidar com situações que o incomodem na Internet.

“Embora os pais sejam importantes mediadores das crianças e adolescentes no uso da Internet, os resultados da pesquisa mostram que sua percepção dos riscos no uso da Internet é baixa”, afirma Barbosa. Outro dado importante é que 47% dos pais/responsáveis usam a Internet, o que pode influenciar na mediação do uso que as crianças fazem da rede. Quando questionados sobre onde obtêm informações sobre o uso seguro da Internet, a maioria dos pais (52%) declara TV, rádio, jornais ou revistas como fontes recorrentes. Levantamento realizou 1.580 entrevistas com crianças/adolescentes de 9 a 16 anos. Mesmo número de pais foi ouvido.

Fonte: Convergência Digital

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