Notícias

Universidade Federal de Uberlândia e Universidade da Califórnia Davis reforçam laços na área biomédica

As duas instituições, que têm convênios em diversos campos, organizaram encontro para estimular colaborações entre Brasil e Estados Unidos.

São quase trinta áreas de interesse, tão variadas que incluem de cursos de engenharia a letras, de artes visuais a estudos do meio ambiente. A intenção da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) é estreitar, nesses e em outros campos, as relações acadêmicas, científicas e culturais com a Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis), com a qual estabeleceu um convênio que em um primeiro momento durará até junho de 2015.

Para reforçar o objetivo, foi realizada a conferência internacional ‘Integrated Biological Networks Driving Disease Outcomes’, organizada pelas instituições no campus da UFU em agosto. O evento contou com palestrantes da escola de medicina da UC Davis, Capes, CNPq, Fapemig, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), USP, UFMG, entre outras instituições.

A intenção da UC Davis com o evento foi criar novas oportunidades de colaboração com a rede de pesquisadores brasileiros especializados em ciências biomédicas e medicina translacional, ramo da pesquisa que busca aproximar a investigação científica do tratamento dos pacientes. A universidade americana afirma que a UFU é um “parceiro-chave” para a expansão das conexões no Brasil do UC Davis Health System, que inclui, além da escola de medicina, a escola de enfermagem, um centro médico e um grupo médico.

Semelhanças

“A interação com instituições brasileiras cria excelentes oportunidades de colaboração e estudo para os estudantes, pesquisadores e médicos da UC Davis. Assim como os Estados Unidos, o Brasil tem uma população extraordinariamente diversa e encara os desafios de doenças em humanos e em plantas”, compara Satya Dandekar, chefe do setor de imunologia e microbiologia da escola de medicina da UC Davis.

Dandekar afirma também que “os agentes patogênicos ultrapassam fronteiras” e que “colaborações internacionais como esta permitem aos cientistas alavancar seus pontos fortes”, com a ideia de “um só mundo, a mesma saúde”. “As áreas de estudo vão desde a definição das redes biológicas para obtenção de resultados em doenças ao desenvolvimento de novos biomarcadores e plataformas para a detecção e gestão de doenças infecciosas e câncer, que afetam comunidades no mundo inteiro”, completa.

As palestras abordaram temas dentro das áreas de doenças infecciosas, Aids, biologia molecular no câncer, biotecnologia, nanotecnologia, imunologia, entre outras. Além disso, os pesquisadores brasileiros obsequiaram Claire Pomeroy, vice-chanceler de ciências para a saúde humana e membro da escola de medicina UC Davis, com o Prêmio de Inovação em Saúde e Responsabilidade Social em reconhecimento à sua dedicação em melhorar a saúde humana e diminuir as diferenças.

Resultados

Os projetos na área de sistema de saúde que resultaram da conferência complementarão os programas brasileiros já existentes na UC Davis, incluindo os doze acordos de cooperação com instituições de pesquisa brasileiras e o programa Ciência sem Fronteiras, que levou mais de 100 estudantes para a UC Davis nas áreas de ciência,tecnologia, engenharia e matemática. Dentro da área de saúde, a universidade americana tem projetos com instituições do México, China, Coreia do Sul, Suécia, entre outros países.

“As perspectivas de pesquisadores de outras regiões do mundo nos inspiram a responder novas perguntas, a encontrar soluções melhores e a aumentar nosso escopo, qualidade e impacto no trabalho”, opina Lars Berglund, diretor do centro de ciências clínicas e translacionais da universidade americana.

Fonte: Jornal da Ciência, com informações da UC Davis

Próximos Eventos