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Na crise, 32% das PMEs brasileiras criaram estratégias digitais de venda

Em um cenário em que as vendas presenciais despencaram, a saída para muitas pequenas e médias empresas (PMEs) foi a digitalização. Relatório do Facebook, feito em parceria com o Banco Mundial e com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostra que 31% das PMEs brasileiras se adaptaram à crise causada pelo novo coronavírus adequando o negócio às plataformas digitais.

Cerca de 45% das empresas que operam no Facebook relataram que pelo menos 25% de suas vendas foram realizadas por canais digitais nos últimos meses. Quanto ao futuro, 43% delas estão otimistas com o negócio. A principal preocupação nos próximos, para a maioria (52%) dessas empresas, é com o fluxo de caixa.

A redução do faturamento levou 37% das empresas ouvidas a diminuir a quantidade de funcionários. Um quarto delas continua pagando os trabalhadores, ainda que parcialmente, enquanto a operação segue fechada. Alguns negócios esperam que as demissões não sejam permanentes. Dos entrevistados, 18% disseram querer recontratar os profissionais demitidos quando reabrirem.

Em relação a auxílios durante o período de pandemia, 30% das companhias brasileiras disseram receber algum tipo de assistência financeira. Desse total, 75% relatou que a ajuda é proveniente de doações ou empréstimos do governo.

O relatório do Facebook é global e foi feito com mais de 30.000 líderes de pequenas e médias empresas em 50 países. O objetivo da pesquisa era entender a situação das empresas ao redor do mundo durante a pandemia. Para a companhia, as PMEs são muito importantes. Mais de 160 milhões delas utilizam alguma ferramenta do grupo (Facebook, Instagram, Messenger, WhatsApp) para entrar em contato com clientes todos os meses.

“As pequenas empresas são vitais para as nossas sociedades e os heróis desconhecidos da economia global. De cafés, livrarias e restaurantes a encanadores, organizadores de casamentos e designers gráficos, as pequenas empresas geram empregos e crescimento em todos os países, ajudando a reduzir a pobreza e a desigualdade de renda”, afirma a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, em publicação no blog da empresa.

Globalmente, o relatório indica que os setores mais afetados pela covid-19 foram as agências de viagem e turismo (54%), os serviços de hospitalidade e eventos (47%), os serviços de educação e cuidado infantil (45%), e os hotéis, cafés e restaurantes (32%).

Apesar da resiliência e do otimismo que muitos empreendedores mostraram na pesquisa, a diretora do Facebook ressalta que o caminho para a recuperação da economia ainda é incerto e que muitas empresas podem precisar de apoio do governo e de outras instituições para retomar os negócios. “Esperamos que este relatório ajude a identificar áreas em que essa ajuda pode fazer a maior diferença”, escreveu a executiva.

Fonte: Exame

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