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Montadora fará no Brasil modelo de ônibus híbrido que é fabricado na Suécia

O ônibus híbrido que será produzido pela Volvo no Brasil segue o modelo já fabricado pela empresa na Suécia e na Polônia. Segundo a Prefeitura de Curitiba, três consórcios de empresas de transporte do município foram autorizados a comprar 60 unidades. O primeiro lote estará disponível até o fim de 2012.

Com dois motores – um a diesel e outro elétrico -, o ônibus híbrido custa cerca de 70% mais que um convencional com as mesmas características. Ou seja, o preço do novo veículo a ser fabricado no Brasil ficará em torno de R$ 650 mil a R$ 700 mil.

Nesse tipo de sistema, o motor elétrico é abastecido nas frenagens. Ou seja, a energia da desaceleração é utilizada pelo motor elétrico para carregar as baterias. Isso facilita a funcionalidade do sistema na área urbana, principalmente em regiões congestionadas, onde os veículos param e aceleram diversas vezes ao longo do dia. O motor a diesel entra em ação em velocidades altas.

O híbrido hoje garante economia de 35%, segundo o presidente da divisão de ônibus da Volvo na América Latina, Luis Carlos Pimenta. “Mas nas próximas gerações esse índice tende a aumentar”, diz. Na chamada fase de pré-produção, de junho a dezembro de 2012, a fábrica de Curitiba produzirá 80 unidades dohíbrido. Pimenta espera que os negócios cresçam. Em um veículo híbrido, a redução de poluentes chega a 80% na comparação com o veículo convencional.

Para lidar com a nova tecnologia, a Volvo contratou 20 engenheiros. Os operários que já trabalham na fábrica de Curitiba serão treinados para aprender a lidar com a inclusão da eletricidade nos veículos. A bateria, que pesa 500 quilos, será importada da China, segundo Pimenta.

O investimento de US$ 8,8 milhões anunciado ontem se somará a outros em curso. Em fevereiro, a Volvo anunciou R$ 70 milhões para produzir caixas de câmbio automáticas e ampliar o armazenamento de peças de reposição. Em breve será confirmado o investimento de R$ 80 milhões para ampliar a área de pintura decabines para caminhões.

Fonte: Valor Econômico

 

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