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Mobilidade, educação e o futuro da internet marcam o primeiro dia do Fórum RNP

Evento debate até o dia 16 o papel da tecnologia da informação e comunicação no desenvolvimento da educação e pesquisa no Brasil

Nesta terça-feira, aconteceu a abertura do 1º Fórum RNP, com a presença de mais de 350 pessoas, entre pesquisadores, professores, alunos, gestores e empresas, além de convidados internacionais de diversas áreas. O evento acontece até o dia 16/8, em Brasília, e tem como objetivo debater a importância das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no desenvolvimento da educação e pesquisa no Brasil.

Ao longo do dia, dez palestras abordaram temas como: mobilidade, cloud computing, educação e o futuro da internet. Outro grande momento foi o lançamento do eduroam, serviço de conexão sem fio que permitirá acesso gratuito à Internet, em qualquer instituição de ensino e pesquisa do Brasil e do mundo participante do projeto, beneficiando mais de um milhão de pessoas.

O painel de abertura contou com a presença de secretários da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e da Secretaria Especial de Informática (Sepin), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que abordaram o tema “Tecnologia na Educação: educação superior, computação e redes avançadas”.

O diretor geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões, abriu o evento destacando a importância do intercâmbio de ideias e estratégias na área de tecnologia avançada com o objetivo de transformar a educação e pesquisa no Brasil, além da oportunidade única de ouvir como o governo vê esse ambiente. Ele apresentou ainda as tendências que podem mudar a realidade da Internet no país como, por exemplo, o campus universitário como âncora do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e a “ciberinfraestrutura” trazendo subsídios para o conhecimento compartilhado em sociedade.

“A forma de aprender mudou, além da sala de aula há uma enorme possibilidade de intercâmbio de conhecimento. A facilidade para o aprendizado interativo e imersivo já traz experiências de sucesso como o programa de telessaúde, gerido pela RNP”, concluiu.

Gustavo Balduino, secretário executivo da Andifes, falou sobre o desafio de diminuir as distâncias entre os séculos XX e XXI, o que ainda é um problema nas instituições de ensino espalhadas pelo país. Estas sofrem de carência de profissionais e redundância de projetos, necessitando aproximar os setores produtivos e de pesquisa.

Governo irá estimular a produção de softwares no Brasil

O secretário de Políticas de Informática, Virgílio Almeida, relembrou os benefícios trazidos pela Lei da Informática, que visa atrair as empresas para a manufatura de dispositivos tecnológicos e que possibilita a geração de emprego e a redução do déficit na balança comercial no setor, ainda grande. Segundo ele, um exemplo do sucesso dessa política de incentivo é termos o Brasil como único país que produz atualmente produtos da Apple, além da China.

Virgílio revelou em primeira mão detalhes do “Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação” que será lançado pelo MCTI na próxima semana. “O projeto vai oferecer uma perspectiva de longo prazo para o setor de TIC, fortalecendo e aumentando a produção de softwares no país.”

De acordo com o secretário, com o crescimento no setor é possível vislumbrar a aceleração no desenvolvimento e produção de pesquisas, geração de empregos qualificados, fomento de novas empresas e maior interação entre indústria e universidades. “Queremos que as empresas sejam parceiras intelectuais do país e não nos vejam apenas como um mercado consumidor. A criação de um certificado de tecnologia brasileira de software, ecossistemas digitais, além de um programa de capacitação para a área de TIC em nível médio para atrair jovens para o setor, são algumas das armas que o governo irá usar para fortalecer esse mercado”, concluiu o secretário.

Mobilidade no Brasil 

Em outro painel, a mobilidade foi o assunto principal. O superintendente de Serviços Privados da ANATEL, Bruno de Carvalho Ramos, destacou o que a sociedade brasileira almeja em acesso wireless e quais as perspectivas reais para o setor. “Os usuários querem uma comunicação individual, taxa de acesso, qualidade, inclusão social, qualidade e preço”, destacou.

Ele comentou ainda quais as atribuições da ANATEL e algumas informações de regulação do mercado.

Internet hoje e amanhã

Referência em TIC no Brasil e no mundo, o fundador do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.), Silvio Meira, apresentou uma palestra cheia de informação e bom humor. Com números impressionantes, mostrou que a Internet hoje produz 300 vezes mais informação do que em 2002.

Casas inteligentes e portabilidade da energia elétrica com modelos de medidores de energia inovadores são algumas das apostas para o futuro, que já fazem parte da realidade da China e de países de ponta.

Em 2020, serão cinco bilhões de pessoas conectadas, quatro bilhões na Internet móvel e outras 50 bilhões de “coisas” conectadas, desde máquinas de lavar roupa até turbinas de aviões.  Com isso, em 2020, será criado um volume de informação 50 vezes maior que em 2011, em contrapartida o número de profissionais de tecnologia da informação e comunicação aumentará apenas 50%.

Tudo isso terá um grande impacto no volume de dados e acarretará em diversos problemas que merecem atenção, entre eles, a questão da privacidade e segurança dos dados. Esse cenário traz uma demanda urgente por uma estratégia de armazenamento capaz de suportar esse dilúvio de dados, de forma inovadora. Para tanto, é preciso de gente criativa e empreendedora e o especialista deu a receita do sucesso: ”Execução imperfeita do desconhecido, é errando que se aprende e se pode chegar em soluções impensáveis”.

Serviço eduroam já está acessível em 11 instituições

O Fórum RNP marcou o lançamento do eduroam, serviço de conexão sem fio que permitirá acesso gratuito à Internet, em qualquer instituição de ensino e pesquisa do Brasil e do mundo participante do projeto. A RNP é a organização responsável pela gestão e operação do serviço no país, que poderá beneficiar mais de um milhão de usuários nessas instituições.

A solução traz segurança para a rede sem fio e possibilita que alunos professores e funcionários tenham um login único e seguro para usar em qualquer instituição participante do projeto.

O lançamento do serviço eduroam contou com a participação de Brook Schofield da TERENA (Associação Transeuropeia de Ensino e Pesquisa), José Luiz Quiroz Arroyo da INICTEL (Instituto Nacional de Investigación y Capacitación de Telecomunicaciones), Luiz Claudio Schara Magalhaes da UFF (Universidade Federal Fluminense) e Leandro Guimarães da RNP. O eduroam é uma iniciativa internacional que oferece conexão sem fio gratuita através de Single Sign On (SSO) – ou seja, a utilização de uma única credencial (login e senha) para se logar – em instituições de ensino superior e pesquisa. O acesso também será permitido no exterior, em instituições  acadêmicas que integrem a iniciativa.

Criado há dez anos, o serviço é formado por centenas de instituições de ensino e pesquisa espalhadas pelo mundo. Atualmente, está presente em 54 países, estando a maior parcela na Europa, e possui 5.637 pontos de acesso. Na América Latina, Brasil e Peru são os únicos países integrados à iniciativa eduroam internacional.

SOBRE A RNP:

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) é uma Organização Social (OS), associada ao ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável pelo Programa Interministerial RNP, que conta com a participação do Ministério da Educação (MEC), da Saúde (MS) e da Cultura (MinC). Pioneira no acesso à Internet no Brasil, a RNP planeja e mantém a rede Ipê, a rede óptica nacional acadêmica de alto desempenho. Com Pontos de Presença em 27 unidades da federação, a rede tem mais de 800 instituições conectadas. São aproximadamente 3,5 milhões de usuários usufruindo de uma infraestrutura de redes avançadas para comunicação, computação e experimentação, que contribui para a integração entre o sistema de Ciência e Tecnologia, Educação Superior, Saúde e Cultura.

Fonte: Ascom RNP – Maura Peres

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