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‘Minha condição não me define’, diz jovem sobre entrar na Universidade

“Foi o dia mais feliz da minha vida”, conta Tawany Oliveira, 18, sobre quando descobriu que fora aprovada para o curso de ciência e tecnologia da UFABC.

Esforçada, a jovem não tinha condições para pagar um curso pré-vestibular. “Minha mãe chegou em casa com um jornal que anunciava o [curso] De Olho no Enem, da Eurofarma”.

Com aulas de português, matemática e redação, o curso do Instituto Eurofarma –que completa dez anos em 2016 com 43 mil beneficiários em seus projetos– tem uma taxa de 69% de sucesso entre alunos que ingressaram em universidades públicas ou faculdades privadas com bolsas de estudo.

A universitária paulista é um desses alunos e conseguiu tirar 940 na redação do Enem, que vai até mil. Ela atribui o sucesso ao apoio da mãe para o estudo. “Ela sempre me incentivou em casa a estudar para ter uma vida melhor que a dela.”

O esforço de Tawany a levou para os Estados Unidos, onde estudou inglês por um mês. “O intercâmbio abriu um pouco mais a minha visão e, quando voltei, queria essa experiência de ajudar as outras pessoas, impactar o máximo, fazer o bem.”

Por isso, hoje ela participa da Enactus, organização internacional sem fins lucrativos que trabalha com empreendedorismo social nas universidades.

Seu maior desejo, no entanto, é retribuir todo o apoio da mãe. “Meu sonho é conseguir dar uma casa própria a minha mãe porque a gente sempre morou de aluguel.”

Sempre estudei em escola pública e entrar na Etec (Escola Técnica Estadual) Irmã Agostina foi uma das coisas que minha mãe encorajou. Ela sempre me incentivou em casa a estudar para ter uma vida melhor que a dela.

Minha mãe não teve acesso aos estudos e queria que eu e minhas irmãs tivéssemos. Ela é cuidadora de idosos e meu pai é cozinheiro. Os dois estudaram até o ensino médio e depois foram trabalhar.

O sonho deles era que eu e minhas irmãs chegássemos ao ensino superior para ter uma condição melhor de arrumar emprego, então sempre me dediquei ao máximo aos meus estudos para conseguir algo melhor para mim.

Em 2014, quando eu terminei meu ensino técnico na Etec, que fiz paralelamente ao médio, estava pensando em fazer um curso pré-vestibular, só que não tinha condição de pagar. Então eu ia estudar por conta própria.

Minha mãe chegou em casa com o jornal “O Amarelinho” [que anuncia vagas] e lá anunciava o De Olho no Enem, da Eurofarma. Me inscrevi no site e quando o processo seletivo estava aberto, recebi um e-mail para fazer a entrevista.

Nesse dia, fiz uma prova com questões de português e matemática do Enem. Não é eliminatória, é um teste para ver como está quando entra e fazer uma comparação.

Fiz a entrevista com uma das professoras, que perguntou sobre meu interesse, o que gostaria de fazer na universidade, o porquê do curso e como ele ia ajudar a atingir meu objetivo.

Foi uma das coisas essenciais para mim porque foi uma revisão de português, matemática e redação, que desenvolvi muito porque não era tão boa nisso. As professoras davam atenção para todos, traziam atividades e realmente explicavam como funcionava o Enem.

Teve muitas palestras, que foram incríveis. Trouxeram profissionais de áreas diferentes para a gente ter uma noção de como é a vida deles e nos ajudar nessa fase que é extremamente difícil.

A gente não tem muita noção de qual área seguir, é muito difícil escolher. Foi muito bom tirar as dúvidas diretamente com eles porque abriu um pouco mais os meus horizontes.

TRANSFORMAÇÕES

Esse foi um período super corrido porque estava terminando meu TCC do ensino técnico no primeiro semestre de 2014 e a Etec dá a oportunidade de fazer intercâmbio cultural para os alunos que conseguirem as melhores notas e eu tinha me inscrito.

Recebi a notícia que passei quando estava fazendo o curso da Euroafarma e a viagem ia acontecer no fim do ano. Fiquei em dúvida se prestava os vestibulares ou se iria para o intercâmbio.

Ia prestar Fuvest, algumas outras e o Enem. Esse intercâmbio ia ser em novembro e eu ia perder a Fuvest. Antes, ia ser por volta de setembro, outubro e eu iria perder o Enem.

Falei para eles que era o único vestibular que eu ia prestar, tinha que fazer o Enem, se não ia passar mais um ano estudando.

Foi toda essa correria. Terminei o curso na Eurofarma, fiz o Enem e minhas provas com antecedência na escola e fui para esse intercâmbio. Fiquei um mês em Boston, nos Estados Unidos.

Olha como a educação fez muitas transformações na minha vida. Foi um mês estudando inglês. A gente tinha aula de segunda a sexta, era um período bem intenso de estudo, das 9h às 16h.

Foi tudo pago pelo Centro Paula Souza e a única coisa que corri atrás foi o visto e o passaporte. Eles davam toda semana US$ 100, então não passei nenhuma dificuldade lá.

Fui com mais 15 pessoas. Cada um ficava em uma casa e tinha o fim de semana livre para passear. Alguns passeios eram pagos pelo Centro Paula Souza. Conheci Harvard, MIT, foi muito enriquecedora essa viagem.

Voltei com uma visão muito melhor, abriu muito meus horizontes. Às vezes a gente não tem noção de quanta cultura tem por aí, de quanto a gente pode fazer, de quanto a gente é capaz.

Conheci pessoas de vários outros lugares, com pensamento até parecidos, inovadores.

SUPERAÇÃO

Cheguei do intercâmbio, passou um tempo e recebi o resultado. Quando soube que passei na UFABC, foi o dia mais feliz da minha vida. Foi incrível porque não estava esperando.

Primeira coisa que eu fiquei pasma foi com a nota da minha redação. Foi 940. Nunca pensei que ia chegar a tanto, faltou pouquíssimo para 1.000 [nota máxima].

Não estava tão confiante que ia passar de primeira, mesmo fazendo o curso, tinha feito só português e matemática e o resto estudei por conta.

Valeu por tudo. Comecei a falar “mãe, olha aqui, não acredito” porque falaram na mídia que muitas pessoas zeraram na redação e fiquei com muito medo porque o resultado estava demorando para abrir. Quando eu vi foi uma felicidade sem igual.

Passou um tempo, abriram as inscrições do Sisu e me inscrevi para a UFABC (Universidade Federal do ABC, na Grande São Paulo), mas nessa época não tinha tanta certeza sobre o curso que eu iria fazer.

Pesquisei e gostei muito do projeto pedagógico deles, interdisciplinar. Recebi depois o resultado [quando foi aprovada no curso de ciência e tecnologia] e foi mais felicidade ainda.

Hoje, faço parte da Enactus [organização internacional sem fins lucrativos que trabalha com empreendedorismo social nas universidades] aqui na universidade. A gente foi esse ano para o campeonato nacional em Fortaleza e ganhou.

Então a gente vai representar a universidade, no Canadá, este ano, no campeonato mundial. Não sei ainda exatamente como a gente vai porque tem que arrecadar dinheiro.

O intercâmbio abriu um pouco mais a minha visão e, quando voltei, queria essa experiência de ajudar as outras pessoas, impactar o máximo, fazer o bem.

Sou muito grata por tudo que aconteceu e agradeço muito a todos que participaram desse caminho. Foram pessoas incríveis, desde professores a amigos que me ajudaram, minha mãe, minha família, foi sem igual.

A minha mãe ficou extremamente orgulhosa e contava para todo mundo que eu passei na federal. Na fila do mercado, ela já ficava falando “minha filha passou na federal”. Ela estava extremamente feliz.

ESFORÇO QUE COMPENSA

Ainda moro com meus mais em São Paulo [zona sul] e faço o trajeto todo dia, ainda não consegui morar aqui numa república. Meus pais não têm condições de pagar, a renda da minha família é de R$ 2 mil a R$ 3 mil.

A gente paga aluguel, não é uma conta muito fácil. Estou pensando de no futuro já procurar algum estágio.

Estou me acostumando e demoro mais ou menos duas horas e meia. Às vezes eu fico aqui na faculdade o dia todo. Saio umas seis horas, chego em casa umas oito e meia. Pego ônibus e trem e faço bastante baldeação.

É cansativo, mas vale a pena. Meu sonho era estudar em uma faculdade pública e foi o que consegui. Então para mim é compensador.

Sempre fiz as coisas para dar orgulho tanto a minha mãe quanto a mim mesma, para mostrar do que eu sou capaz. Minha condição não determina o que eu sou ou o que vou fazer.

Sempre busquei o melhor para mim e para minha família também. Meu sonho é conseguir dar uma casa própria a minha mãe porque a gente sempre morou de aluguel.

Fonte: Folha de São Paulo

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